13.1.10

Obviamente, Douro

Neste inverno duro, em que não passa uma semana sem avisos meteorológicos, ora pelo frio, ora pela chuva, ora pelo vento, tive a oportunidade de ver um cenário que ainda não conhecia: o Douro em época de cheias.
Por estes dias, e quando observado lá do alto dos miradouros vinhateiros, este rio justifica claramente o seu nome. Corre com uma tonalidade acastanhada, mas brilhante, reflectindo as margens.
Douro, claro!

Nota: infelizmente as fotografias não descrevem a imponência do cenário e a bruma que se levantava do rio não permitiu uma fotografia límpida. Fica uma pequena amostra e a minha memória.

12.1.10

Um novo lar?

Ao longo dos tempos a curiosidade humana fez alguns de nós olhar o que nos rodeia e procurar perceber o que eram, de que eram feitos, como se comportavam. Enquanto uns fixaram a sua atenção nos animais, nas plantas, outros fixaram o céu e procuraram ver mais além. Perceberam que as pequenas luzes fixas, ou nem tanto, no céu eram outros mundos, mundos onde sempre se fantasiou a existência de seres estranhos. Humanóides com 3 pernas, 6 olhos e 4 braços, deuses benevolentes ou tiranos, de acordo com o gosto de cada um ou a vontade de provocar inquietação.
Em pleno séc. XXI os cientistas mantêm essa atitude inquieta de querer ver mais além. Nos últimos tempos tem sido revelada a descoberta de novos exoplanetas (planetas fora do sistema solar) a um ritmo muito interessante.

Esta semana foi anunciada a descoberta do segundo exoplaneta mais pequeno encontrado até hoje, com apenas 4 vezes a massa da Terra e que orbita o seu "Sol" dentro da faixa considerada como habitável por vida idêntica à da Terra. Com uma órbita de apenas 4 dias e a uma distância de 80 anos luz, o planeta HD156668b pode ser um longínquo refúgio de vida.
O exoplaneta mais pequeno tem apenas 2 vezes a massa da Terra, mas tem uma órbita muito próxima da sua estrela.
Outros se seguirão, mais pequenos, com órbitas maiores e, eventualmente, mais próximos da nossa casa.
Será que estamos a descobrir um novo lar para a humanidade?


Imagem: Publico Online 21/01/2010

As cebolas energéticas!

Cebolas energéticas?!
Isso mesmo.

Uma cebola cortada ao meio, duas lâminas de zinco e duas outras de cobre, uma torre com um LED e ... não funcionou!
Tive mesmo de acrescentar uma outra cebola, mais uma lâmina de cobre e outra de zinco e reforçar a ligação paralela. E depois, sim, o LED apresentou um ligeiro sinal vermelho.
Para fazer a fotografia precisei de luz, obviamente, mas acreditem quando desliguei a luz do meu laboratório, nem imaginam como era vivo aquele LED vermelho. Bem vivo! ;)

5.1.10

8h10 e o Sol a aparecer

Pela manhã, a caminho do trabalho, tive a oportunidade de assistir ao nascimento do Sol. Coisa impossível nas últimas semanas de chuva.
Depois de um jantar de véspera de Reis, deixo o meu kit no descanso a aguardar uma nova experiência.
Descanso?! Sim, isso mesmo, porque o Sol já desapareceu há muito.
Até depois! ;)

4.1.10

Primeira bateria ecológica

E pronto, fechei-me no meu laboratório doméstico, sítio de outras experiências, de outras misturas e, apetrechado com um kit de ciência, uma faca e um limão, construí a minha primeira bateria ecológica.

Um limão partido ao meio, duas lâminas de cobre, outras duas de zinco e um pequeno relógio digital.

Ah, ah, funciona!
Consegui fazer com que os electrões se desloquem entre as lâminas e criem uma corrente suficientemente forte para ligar o relógio digital.
Assim que decidi guardar um registo fotográfico da minha primeira bateria, ...
brrrhhh ... 

"Troque a pilha da sua máquina fotográfica!" ;)
 Curioso, não?

Mas lá consegui um registo.

Brincar à ciência com mais de 30


O que conta é manter o espírito jovem e querer experimentar, perceber como as coisas funcionam ou então vê-las a funcionar.
Um dos meus presentes de Natal foi um jogo (para crianças com mais de 8 anos, que é o meu caso) de ciência, cujo objectivo é construir várias baterias ecológicas com o material fornecido e algum material que temos em casa.
Vou usar este espaço, em branco, para preencher com a descrição e algumas fotografias das minhas experiências científicas domésticas.
Depois destas, certamente outras se seguirão! ;)
Ah, é verdade e parabéns ao senhor Isaac Newton.
Bem, vou comer uma maçã. Até depois!

3.1.10

O frio chegou com força

depois de várias semanas de fotografias, das quais apresentamos uma pequena selecção aqui ao lado, o relógio uma hora adiantou, o frio chegou e a nossa vida mudou.
hoje, já na nova década, caminhei sozinho no tal sítio para nós tão importante e reparei como tem sido tão fortemente fustigado por ondas de um mar invernoso, cheio de energia destruidora, que nos parece querer lembrar que existem forças mais poderosas que a simples vontade humana de querer usar tudo o que vê como seu.
senti muita falta da companhia de brincadeiras, de gargalhadas, de correrias, de pinos e saltos, salpicos e mergulhos, de muitas conversas sobre ciência, sobre sociedade, sobre cultura, sobre música, sobre política até, saudades de todos os defeitos e virtudes que tornam as pessoas tão especiais, saudades do amigo de 4 patas que ri, corre e ri, levanta as antenas e ri, cheira, corre e apanha, que nas poças de água salgada se banha.
bem, o nosso sítio tão especial vai continuar a existir, uns metros acima ou abaixo, seco ou debaixo do mar, com mais ou menos árvores, com mais ou menos rochas, para cenário de outros pares de confidentes, outras conversas, outras fotografias, outras gargalhadas e pinchos, outras ideias.
nós, que nos esquecemos de aquecer o coração com as boas memórias deixámos que o frio nos gelasse os sentidos, tornando-os dormentes, esquecidos de tudo o que de bom podemos construir, julgando que dois braços, uma cabeça, duas pernas e um coração, podem mais que o seu dobro.