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Ontem (29 de Abril) o IPAM organizou a conferência WINE MARKETING 2010 no convento de S. Bento da Vitória no Porto.
O primeiro orador, Pedro Barbosa apresentou um conjunto de tendências para os próximos anos das quais destacaria a procura da felicidade, o fortalecimento de relações de amizade, o regresso àquilo que é básico, natural. Um último destaque para a procura por experiências sensoriais e pelos prazeres gastronómicos, mas sempre com preocupações alimentares.
Foi um conjunto de tendências não directamente relacionadas com o mundo dos vinhos, mas que poderá permitir o desenvolvimento de algumas ideias interessantes.
A segunda oradora, Evelyne Resnick, uma conceituada consultora francesa de marketing no sector dos vinhos, que publicou recentemente o livro Wine Brands preparou uma intervenção centrada na importância dos novos canais de comunicação para a promoção de vinho.
A Internet é obviamente demasiado importante para ficar esquecida numa qualquer estratégia de comunicação. O segredo está na forma como se utiliza a Internet para comunicar.
Um dos erros mais comuns é procurar vender mais produto sem haver uma preocupação com o desenvolvimento de reconhecimento de marca. No mercado estão presentes tantos vinhos, de tantas origens, que é quase impossível um consumidor seleccionar um vinho pelas suas características. Os produtores deverão sim procurar criar marcas fortes, que o consumidor reconheça. Este é um processo que permite facilitar a decisão do consumidor. E como se cria essa relação de reconhecimento, de fidelidade à nossa marca?
Algumas ideias: desenvolver press-releases e informação dirigida exclusivamente a jornalistas; estabelecer parcerias com blogs da especialidade para escreverem acerca dos nossos vinhos, apresentação de receitas culinárias para acompanhamento de um determinado vinho; desenvolver uma campanha de publicidade online (que habitualmente apresentam um retorno do investimento bastante interessante); permitir o comentário, o testemunho ou dúvidas dos consumidores no site ou blog da empresa; desenvolver um conjunto de ferramentas como o podcasting de videos apresentando o dia-a-dia da adega, por exemplo.
O objectivo final é gerar comunidade, gerar relações entre consumidores e a marca. É o mais importante!
O último orador, John Gillespie fundador da Wine Colleagues em Napa Valley apresentou-nos um conjunto de dados importantes acerca do mercado de vinho dos EUA, o 2.º mercado mundial em volume (logo a seguira à França), mas de longe o maior mercado mundial em valor.
Os estudos de mercado desenvolvidos revelam que o consumo de vinho tem vindo a aumentar continuadamente, mesmo em ambiente de crise económica.
Do ponto de vista do consumo por segmento de mercado, regista-se uma tendência crescente para o consumo de vinho pelos membros da Geração X (actualmente com 35 a 45 anos) e Millenials (entre os 20 e 34 anos). O consumo junto destas gerações é crescente em volume e na frequência de consumo, com indistinção entre homens e mulheres.
O estudo apresentado revelou ainda alguns factores que o consumidor considera importantes:
- O consumidor dá cada vez mais importância à descoberta de vinhos novos, provenientes de regiões desconhecidas, experiência;
- Será muito importante o desenvolvimento de redes sociais e blogs;
- A descoberta de bons vinhos a preços inferiores a $10 também foi considerada importante.
Temos tudo para ser bem sucedidos, precisamos apenas de sair da nossa zona de conforto e mostrar o que valemos.



