2.6.10

as escolas que fecham

Nos últimos dias tem vindo a lume o novo programa de reestruturação do ensino, que prevê fechar todas as escolas do ensino básico que tenham menos de 21 alunos.
E isto vem, mais uma vez, mostrar a razão de muitos, mas mesmo muitos dos nossos problemas estruturais: a falta de planeamento urbano.
Ao viajar por Portugal, na actualidade, percebe-se claramente que existe uma forte densidade populacional junto do litoral, em especial a norte, com pequenas cidades e vilas em contínuo desde Aveiro a Braga.
À primeira vista até parece muito interessante haver cidadezinhas de 10.000 a 20.000 habitantes. Mas, o problema é que uma cidade assim não tem dimensão para poder oferecer as condições de vida que a sociedade urbana moderna exige - boas escolas, transportes públicos, hospitais, bibliotecas, boas áreas comerciais, boas áreas de lazer e desporto...
O facto de todos querermos o nosso hospital, a nossa escola, biblioteca ou piscina faz com que os recursos sejam dispersos por poucos utilizadores, empobrecendo o país e deixando toda a gente "assim assim", nem bem nem mal. Assim que o ser humano deixou de ser nómada estabeleceu comunidades, pequenas aldeias, depois vilas e mais tarde núcleos urbanos mais densos, mas não se dispersou. A dispersão urbana parece ser uma ideia pouco racional de ordenamento, causadora de empobrecimento e condições de vida invariavelmente insatisfatórias. Os portugueses parecem todos exigir o seu canto, sem perceber muito bem quais serão as consequências. Talvez isso faça de nós um povo especial, um país especial, mas com um preço a pagar.
Eu não percebo nada de planeamento urbano ou ordenamento do território, apenas escrevo acerca do que vou vendo. E a mim vejo um país pobre, dependente e estruturalmente frágil e encontro uma razão: dispersão territorial da população.
Aceitam-se opiniões. ;)

29.5.10

guia de arquitectura norte e centro de portugal

Hoje, dia 29 de Maio, é apresentado no Hotel Infante Sagres, na Praça D. Filipa de Lencastre, o Guia de Arquitectura do Norte e Centro de Portugal. Um guia com prefácio do Arquitecto Álvaro Siza Vieira, que apresenta as mais interessantes obras de arquitectura construídas no Norte e Centro do país, após o ano de 1974.
Álvaro Siza, no texto introdutório do livro afirma: “…Posso pessoalmente prever o interesse que despertará a publicação deste Guia… A procura de Guias de Arquitectura, não só por parte de arquitectos, acompanha hoje o hábito e gosto generalizados de viajar.”
Este guia, da autoria dos arquitectos Nuno Campos e Patrícia Matos (Traço Alternativo - arquitectos associados), que contou com a colaboração da Agitato na paginação, design gráfico e acompanhamento do projecto (fotografia de capa e de uma das obras), responde de forma eficaz aos anseios de todos aqueles que gostam de visitar obras de arquitectura: um guia com boas obras, fotos esclarecedoras, mapas e, inovando neste ponto, com coordenadas GPS.

Para este e futuros guias foi construída uma plataforma digital (em fase final de testes) que permitirá ao utilizador obter informação actualizada acerca das obras do guia que comprou e das obras que vão sendo construídas pelo país. Na plataforma será possível fazer o download do ficheiro relativo a cada obra. Vale bem a sua visita.

21.5.10

Manter segredos na Internet

Este título parece um paradoxo do mundo em que vivemos. Ou então um comentário näif de alguém que anda "um pouco" alheada do que é a Internet.
Seth Godin escreve acerca de um site que dá uma mãozinha a quem tem segredos que quer partilhar apenas com algumas pessoas.
O projecto Trick.ly permite a publicação de endereços de Internet semi-protegidos por uma pergunta para a qual apenas algumas pessoas poderão conhecer a resposta.
Por exemplo eu deixo aqui um link para um segredo que quero partilhar apenas com os meus amigos próximos.
Assim que seguirem o link é feita uma pergunta, por exemplo: Que prato gosto de cozinhar para os meus amigos?
Só quem souber a resposta tem acesso à página.
Pode ser útil, não pode? ;)

10.5.10

e pronto, de repente tudo acalma

De amigos benfiquistas e reputados comentaristas é comum ouvirmos dizer que o SLB ser campeão é bom para a economia e para os portugueses, que andam tristes, acabrunhados com todas os cenários de dificuldade que nos apresentam diariamente.
Não julguei é que o SLB campeão tivesse um efeito tão repentino! Já hoje pela manhã o BCE inicia a compra da dívida pública dos estados membros gerando um movimento de descida nas taxas de juro e uma fabulosa subida nos índices bolsistas europeus.
Espero ansiosamente pelos próximos títulos do Público Online para saber que outras influências tem esta conquista vermelha.

os problemas da dívida

Infelizmente este não é um tema que me seja desconhecido. Não querendo procurar razões alheias à minha própria capacidade de tomar decisões, partilho da grande maioria das ideias assentes neste post e neste outro. De facto, aquilo que nos ensinam nas licenciaturas de gestão (ou com forte componente de gestão, como foi o meu caso) acerca da utilização da dívida (recurso ao crédito), para aquisição dos bens ou realização dos projectos, antecipando a capacidade financeira necessária para a sua concretização, são um mito! Um mito que leva as classes médias de sociedades, como a portuguesa, a entrarem em situações de ruptura. Ruptura tantas vezes não só financeira, mas também familiar, emocional, degradando profundamente as relações de sociedade.

Leiam os dois posts. Estão em Inglês, mas são de leitura fácil e podem ajudar a explicar os problemas graves que a nossa economia está a enfrentar. Eu já aprendi uma lição muito importante!

Duas citações para abrir o apetite:

"Os ricos mandam sobre os pobres, e os devedores são escravos dos que emprestam", versículo 22:7, sim da Bíblia.
 "Não existe um atalho para um sítio onde valha a pena ir", Beverly Sills.

As soluções dependem essencialmente de nós. ;)

30.4.10

botão Gosto

Nos últimos dias o Facebook adicionou algumas funcionalidades ideais para a melhoria da eficácia de blogs e sites na criação de relações fortes com a comunidade de pessoas que partilham interesses, ideias, ideais e opiniões connosco.
Uma das funcionalidades, que já adicionei ao dezoitoetrinta [18h30], é botão Gostar.

Ao adicionar o botão Gostar ao blogger podem surgir algumas dúvidas:
  • como fazer para adicionar o botão em todos os posts?
  • como fazer para que o botão esteja ligado apenas a um post?
Como foram problemas que tive, deixem-me partilhar com vocês a solução.

Façam o seguinte:
  1. Na administração do vosso blog vão a Esquema - Editar HTML
  2. Seleccionem "Expandir modelos do widget"
  3. Deslizem para baixo até encontrar o seguinte tag: &ltdiv class='post-footer'>;
  4. A seguir copiem e colem este código: &ltscript>
        document.write('<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=&layout=standard&show_faces=false&width=450&action=like&colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:30px"></iframe>');
NOTA IMPORTANTE: por problemas de HTML têm de substituir os 3 primeiros caracteres  (&lt) por <

Se precisarem de alguma ajuda digam. Dentro das minhas possibilidades e conhecimento tentarei ajudar.

Eu vou estudar e entretanto vou dando indicações para outras coisas interessantes. ;)

Wine Marketing 10


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Ontem (29 de Abril) o IPAM organizou a conferência WINE MARKETING 2010 no convento de S. Bento da Vitória no Porto.

O primeiro orador, Pedro Barbosa apresentou um conjunto de tendências para os próximos anos das quais destacaria a procura da felicidade, o fortalecimento de relações de amizade, o regresso àquilo que é básico, natural. Um último destaque para a procura por experiências sensoriais e pelos prazeres gastronómicos, mas sempre com preocupações alimentares.
Foi um conjunto de tendências não directamente relacionadas com o mundo dos vinhos, mas que poderá permitir o desenvolvimento de algumas ideias interessantes.

A segunda oradora, Evelyne Resnick, uma conceituada consultora francesa de marketing no sector dos vinhos, que publicou recentemente o livro Wine Brands preparou uma intervenção centrada na importância dos novos canais de comunicação para a promoção de vinho.
A Internet é obviamente demasiado importante para ficar esquecida numa qualquer estratégia de comunicação. O segredo está na forma como se utiliza a Internet para comunicar.
Um dos erros mais comuns é procurar vender mais produto sem haver uma preocupação com o desenvolvimento de reconhecimento de marca. No mercado estão presentes tantos vinhos, de tantas origens, que é quase impossível um consumidor seleccionar um vinho pelas suas características. Os produtores deverão sim procurar criar marcas fortes, que o consumidor reconheça. Este é um processo que permite facilitar a decisão do consumidor. E como se cria essa relação de reconhecimento, de fidelidade à nossa marca?
Algumas ideias: desenvolver press-releases e informação dirigida exclusivamente a jornalistas; estabelecer parcerias com blogs da especialidade para escreverem acerca dos nossos vinhos, apresentação de receitas culinárias para acompanhamento de um determinado vinho; desenvolver uma campanha de publicidade online (que habitualmente apresentam um retorno do investimento bastante interessante); permitir o comentário, o testemunho ou dúvidas dos consumidores no site ou blog da empresa; desenvolver um conjunto de ferramentas como o podcasting de videos apresentando o dia-a-dia da adega, por exemplo.
O objectivo final é gerar comunidade, gerar relações entre consumidores e a marca. É o mais importante!

O último orador, John Gillespie fundador da Wine Colleagues em Napa Valley apresentou-nos um conjunto de dados importantes acerca do mercado de vinho dos EUA, o 2.º mercado mundial em volume (logo a seguira à França), mas de longe o maior mercado mundial em valor.
Os estudos de mercado desenvolvidos revelam que o consumo de vinho tem vindo a aumentar continuadamente, mesmo em ambiente de crise económica.
Do ponto de vista do consumo por segmento de mercado, regista-se uma tendência crescente para o consumo de vinho pelos membros da Geração X (actualmente com 35 a 45 anos) e Millenials (entre os 20 e 34 anos). O consumo junto destas gerações é crescente em volume e na frequência de consumo, com indistinção entre homens e mulheres.
O estudo apresentado revelou ainda alguns factores que o consumidor considera importantes:
  • O consumidor dá cada vez mais importância à descoberta de vinhos novos, provenientes de regiões desconhecidas, experiência;
  • Será muito importante o desenvolvimento de redes sociais e blogs;
  • A descoberta de bons vinhos a preços inferiores a $10 também foi considerada importante.
Não posso deixar de comentar a opinião de John Gillespie acerca dos vinhos Portugueses que considerou excelentes e perfeitamente adequados ao mercado Norte Americano. Para este consultor o que falta aos vinhos portugueses para serem bem sucedidos nos EUA é estarem presentes no mercado, mostrarem-se em provas de vinho.

Temos tudo para ser bem sucedidos, precisamos apenas de sair da nossa zona de conforto e mostrar o que valemos.