2.12.11

Sacaria do Avô Augusto

Desde há algum tempo que escrevo acerca da importância da comunidade e, tanto quanto me é possível, tento participar ou criar projetos que promovam o desenvolvimento social equilibrado. Com a assinatura da Agitato, eu e o Hugo, criámos um nome e um conceito gráfico que servirá de "chancela" a todos esses projetos desenvolvidos com a nossa ajuda.
O nome - Sacaria do avô Augusto - fica a dever-se à casa que os meus pais reconstruíram e que fora nas décadas de 30, 40 e 50 a sede do negócio de sacos de papel do meu bisavô. Uma história a que regressarei em breve.
Os primeiros eventos que surgirão associados à Sacaria do avô Augusto são os bazares de natal de Cortegaça (dia 10) e Esmoriz (dia 17).

15.11.11

Ainda acerca de histórias e marcas

Por vezes perguntam-me como é que se pode contar a história de uma marca de forma relevante.
Não é realmente fácil, mas há quem o consiga fazer com uma genuinidade e simplicidade notáveis.
Esse é mesmo o segredo: genuinidade e simplicidade.

14.11.11

Marcas, turismo e histórias

A base de construção de uma marca passa fundamentalmente pela qualidade da história (ou estória) que sejamos capazes de contar e pela forma como a contamos.
Mas e se for possível contar várias histórias numa mesma história?
Os Pastéis de Belém acabam de fazer isso.
Com um conjunto de ilustrações de André Carrilho embalam a sua história e contam um pouco da história do Fado, que é também a de Portugal.


Aprender HTML e CSS

Vários são os meus clientes e amigos que me colocam questões acerca de HTML ou CSS. De facto há já quem afirme que no mundo de Internet em que vivemos esta é uma linguagem tão fundamental como o Inglês.
Encontrei um excelente curso, totalmente gratuito, que pode ser muito útil para dar os primeiros passos ou até mesmo para servir de referência a quem já domina a linguagem.

Pode aceder à página do curso clicando aqui.

11.11.11

Atenção e comércio online

Num recente e interessante post de Seth Godin ele escreve acerca da escassez de meios vs escassez de atenção. Antigamente para chegarmos junto dos nossos clientes tínhamos de estar onde estava toda a gente, na mesma feira, na mesma rua, no canal de televisão que toda a gente via ou na estação de rádio que toda a gente ouvia.
Hoje podemos ter o nosso canal de televisão ou a nossa rádio, podemos prometer mundos e fundos, podemos ser o vendedor de meias e cuecas a berrar promoções a cada minuto que passa na romaria lá da terra. Já não importa quem berra mais alto ou quem está à altura dos olhos na prateleira do super-mercado. O que conta é a relação criada com o nosso público.
Ainda assim é preciso existir, estar presente nalgum lado. É preciso saber para onde é que estamos a chamar a atenção.
O comércio online já não é novidade nenhuma, e muitas são as empresas que se aventuram numa plataforma de comércio virtual.
Deixo aqui quatro soluções diferentes para construção de uma loja virtual:
. Virtuemart para Joomla! - uma solução sem custos mensais, mas muito exigente do ponto de vista de personalização. Exigente, mas muito flexível. Pode ser necessário adquirir um largo conjunto de extras e tem de ser instalada em Joomla!, um software gratuito para construção e gestão de sites.
. Shopify - uma excelente solução para quem não domina programação, nem tem um bom orçamento para investir na construção de uma loja totalmente personalizada. Disponível em diferentes "pacotes" de serviço, tem um custo mensal fixo e uma comissão por cada transação efetuada.
. Big Cartel - uma solução para pequenas lojas, com limite no número de produtos. Tem um custo mensal fixo bastante mais baixo que o Shopify e não cobra uma comissão por transação efetuada.
. Vendder - é uma solução de uma empresa portuguesa e poderá ser colocada entre a solução Shopify e a solução Big Cartel. Tem limite de produtos e um custo mensal fixo mais baixo que o Shopify. Também não cobra comissão por transação.

Qualquer uma das soluções permite personalização da loja, podendo modificar a estrutura da loja, as cores, as fontes, a forma como aparecem os produtos, os menus, etc. Tudo depende daquilo que pretende fazer. Até hoje só não trabalhei com Vendder, mas depois de uma análise mais aprofundada da solução parece funcionar de forma muito idêntica ao Shopify e Big Cartel, com duas importantes vantagens: a empresa é portuguesa e tem solução para loja multilingue.

Neste momento estou a finalizar uma loja com solução Virtuemart que será inaugurada durante a próxima semana. É a loja virtual da Officelan, uma empresa portuguesa especializada em serviços e produtos para redes wireless.
Esta semana foi inaugurada uma loja construída em plataforma Big Cartel que me deu um enorme gozo, Choose Your Own Head, a loja da Sílvia Silva que há uns dois anos, em conjunto com a Sandra Gouveia, me havia colocado o desafio de construir a Loja de Estar, um projeto entretanto encerrado e que tinha sido totalmente construído em Shopify.

As soluções são diversas. Decida o que quer, como quer e chame a atenção para os seus produtos.

6.10.11

Steve Jobs, o senhor simplicidade

Não sei se terá havido alguém que, nos últimos 35 anos, tenha influenciado tanto a forma como nos relacionamos com a tecnologia como Steve Jobs. Mas quem foi Steve Jobs? Steve Jobs foi um simplificador. Foi um simplificador quando desenvolveu um interface gráfico para o seu Lisa (1983) tornando-o o primeiro computador com ícones, janelas e um cursor controlado por um rato; ou quando no desenvolvimento do iMac integrou o computador e o monitor na mesma "unidade"; ou quando percebeu o que deveria realmente ser um dispositivo leitor de mp3 com o seu iPod; ou quando foi capaz de desenvolver um smartphone ou um tablet computer que pudessem ser usados por qualquer pessoa.
Lembro-me a tremenda surpresa que tive quando recebi à porta, desembalei, liguei à corrente e fiz on no meu primeiro iMac. Ficámos com um computador disponível para trabalhar em menos de 5 minutos. Que simples!
Se me perguntassem o que representa para mim Steve Jobs, certamente responderia: simplicidade.

Apple I (1976)
O primeiro produto da Apple foi um computador para engenheiros, produzido em pequeno número. Steve Jobs foi o responsável pelo financiamento e marketing. O desenho ficou a cargo de Steve Wozniak, o outro fundador da empresa.

Apple II (1977)
Um dos primeiros computadores pessoais bem sucedidos, o Apple II foi desenhado para o mercado de massas. Ainda foi um produto desenhado essencialmente por Wozniak e manteve-se no mercado até 1993.

Lisa (1983)
Depois de uma visita ao centro de pesquisa da Xerox em Palo Alto, Steve Jobs começou a trabalhar no primeiro computador comercial com uma interface gráfica, ícones, janelas e um cursor controlado por um rato. Foi a fundação dos interfaces gráficos que os computadores utilizam atualmente. O Lisa era, no entanto, demasiado caro e não teve sucesso comercial.
Macintosh (1984)
Tal como o Lisa, o Macintosh tinha uma interface gráfica. Era mais barato e mais rápido e tinha uma importante campanha de comunicação associada. Os utilizadores rapidamente perceberam quão útil era a interface gráfica para o desenvolvimento de trabalhos de design. Nasceu aqui a duradoura relação entre os designers e a Apple.
NeXT Computer (1989)
Depois de ter sido despedido da empresa que fundara, Steve Jobs iniciou uma empresa que criou um poderoso computador, o NeXT. Apesar de nunca ter sido um sucesso de vendas esteve na base  de grandes evoluções: o primeiro browser de Internet foi criado num destes computadores. O seu software é ainda a base dos sistemas operativos dos atuais Macintosh e iPhone.
iMac (1998)
Por altura do seu regresso (1996) a Apple vivia uma profunda crise. A introdução do iMac marcaria um momento de viragem. Incrivelmente bem desenhado - acerca do iMac Steve Jobs disse que "a parte de trás do iMac é mais bonita que a parte da frente de qualquer outro computador" - integrava na mesma "bolha" de plástico azul o monitor e o computador. Fácil de instalar acompanhou o crescimento da utilização de computadores em casa e o aparecimento da Internet.

iPod (2001)
Não foi o primeiro leitor digital de música, mas foi o primeiro bem sucedido. Foi o primeiro passo para posteriores sucessos da empresa no mundo dos gadgets eletrónicos.
iTunes (2003)
Antes do iTunes era uma dor de cabeça comprar música digital, tornando a pirataria a melhor solução. A loja simplificou o processo e juntou músicas de todas as principais editoras. Em 2008 tornou-se o maior retalhista de música dos EUA.
iPhone (2007)
O iPhone fez pelo telefone portátil o que o Macintosh tinha feito pelo computador pessoal - fez com que fosse simples a utilização de todo o poder de um smartphone. Hoje em dia a Apple é o mais rentável produtor mundial de telefones e o iPhone é uma influencia evidente em todos os smartphones.
iPad (2010)
Dúzias de empresas, incluindo a Apple, criaram tablets antes do iPad, mas nenhum singrou. O iPad conseguiu criar uma nova categoria de computador praticamente por si só.

3.10.11

Um novo comércio tradicional

Hoje o Público refere que o comércio e a restauração são os setores mais afetados pela crise. Registaram-se apenas no primeiro trimestre do ano 723 encerramentos de lojas de retalho e 423 restaurantes. Estes são, no entanto, os setores com maior número de novas sociedades, no total 2109, representando um saldo largamente positivo.
De facto há muito que venho dizendo que o comércio tradicional não tem os dias contados, bem pelo contrário. O comércio de rua tem características únicas que lhe garantirão, se bem trabalhado, importantes vantagens competitivas face à concorrência das grandes superfícies ou das grandes marcas em regime de franchising.
A tradição, a proximidade, as relações afetivas que se criam entre o comerciante e o cliente, o ambiente familiar, o cuidado e atenção com que os produtos são selecionados, tratados, embalados, tudo são características que muito dificilmente se encontrarão numa grande superfície ou centro comercial.
Atualmente o acesso que qualquer pequeno comerciante tem a um conjunto de ferramentas baratas de comunicação permite-lhe concorrer e bater aos pontos os "golias" que no início dos anos 90 começaram a roubar-lhe a freguesia.
O pequeno comércio deve juntar-se, perceber o que pode fazer para eliminar as desvantagens e deve capitalizar todas as vantagens que tem.
Porque não, por exemplo, juntar um conjunto de pequenos retalhistas de áreas complementares - frutaria, talho, peixaria, mercearia - e construir uma solução de comércio online local, com entregas à porta, à hora que o cliente desejar?