Vivemos um momento de enormes mudanças nas nossas sociedades, na forma de fazer negócios, na forma como as economias se organizam, na forma como os estados se relacionam com os seus cidadãos. Uma enorme revolução foi iniciada com a proliferação da Internet. Uma revolução que marcará a sociedade humana bem mais do que marcou a invenção de Gutenberg ou a da máquina a vapor.
E sempre, na história da humanidade, os momentos de revolução e corte com o passado geraram enormes resistências por parte de quem assentou o seu poder e bem-estar na forma como as coisas eram feitas. É uma resistência absurda. A força está sempre do lado dos cidadãos, esses que constituem o verdadeiro mercado. Esses sairão sempre vencedores. Sempre!
Todo o conhecimento é património humano!
A nossa sociedade está já quase totalmente e continuadamente ligada. Todos somos influenciados por todos e nem todos nos apercebemos disso.
Problemas de financiamento de meios de comunicação social, de centros de investigação, de artistas audio-visuais?
A minha aposta é que a sociedade, ela própria, vai decidir em quem e como investir.
18.1.12
A luta pela "pirataria"
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12.1.12
Os blogs e os velhos influenciadores
Há dias li um artigo no Público acerca de blogs - "Uma década depois do boom, o que é feito dos blogs?" - e já que até mantenho um blog aproveito para deixar aqui algumas das minhas ideias acerca daquilo que considero ser hoje o mundo dos blogs, das redes sociais e da comunicação social.
Começo por apresentar alguns dados recentes da Internet em Portugal:
Começo por apresentar alguns dados recentes da Internet em Portugal:
- Em Portugal existem 5,7 milhões de utilizadores de Internet, sendo que 70% destes acedem diariamente à Internet;
- Os utilizadores de Internet passam uma média de 14,1 horas online por semana contra as actuais 13,7 horas que passam a ver televisão semanalmente;
- 39% dos espetadores de televisão portugueses navega na Internet ao mesmo tempo;
- Diariamente em Portugal a audiência do YouTube é superior à do programa mais visto na televisão;
- 4,5 milhões de portugueses utilizam as redes sociais.
(fontes: Google; Marktest, Mediamonitor)
O Facebook é um fenómeno de popularidade inacreditável. A razão é uma e responde a uma necessidade muito básica do ser humano: socializar. Mandar bitaites, mostrar o que sabe deste ou daquele tema, imaginar que é o centro do mundo, saber que o que escreve pode ser imediatamente lido pelos amigos e receber feedback instantâneo. Simplesmente genial!
Considero o Facebook uma importante ferramenta de "amplificação" de tudo o que de bom ou mau acontece na Internet (e se não está na Internet é porque não aconteceu). No entanto o Facebook não me parece ser a ferramenta ideal para a produção de conteúdos. Diria que é o púlpito no centro da praça onde todos podemos ir, dizer e fazer o que nos apetece, sendo que o público pode ouvir ou fazer de conta, pode dizer ámen e cruzar os dedos ao mesmo tempo.
Já o blog é um meio de comunicação diferente. Sendo individual e tendo um endereço próprio exige ao leitor/seguidor um pequeno esforço para ler/ver/ouvir o que aquele autor tem para dizer. O autor sente-se em casa, tem todo o tempo de antena que desejar, pode escrever muito ou pouco, pode organizar o espaço como entender e manter um longo arquivo de conteúdos organizados por temas. Quem o lê fá-lo intencionalmente e pode depois falar aos outros acerca daquilo que leu. Penso que o blog (ou site pessoal) continuará a ser o espaço digital de expressão individual por excelência.
E a comunicação social? Mas porque razão meti eu a comunicação social ao barulho? Porque o futuro (tal como o passado mais longínquo o foi) é de liberdade e não vai mais ser controlado por uma opinião "pública" construída com base em meios de comunicação social de massas. Os nossos antepassados ouviam quem lhes interessava e falavam para quem os queria ouvir. Durante as décadas mais recentes a sociedade viveu "presa" à opinião publicada tida como verdade. No futuro (isto já é verdade) ouvimos quem quisermos e o que quisermos, falamos para quem nos quiser ouvir, formamos tribos de pessoas que partilham opiniões, que seguem as mesmas tendências e que respeitam as tribos vizinhas. Os influenciadores deixaram de ser aqueles que têm tempo de antena na rádio, televisão ou jornal, os influenciadores são aqueles que cada um quer seguir.
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10.1.12
Amor e emprego
A diferença entre ser e parecer está no somatório de muitas pequeninas coisas que podemos não saber explicar, mas que, sem dúvida, sentimos. E eu tenho a certeza que nesta livraria me sentiria bem.
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13.12.11
Um guião de sucesso por Seth Godin
Há largos anos que acompanho os textos do Seth Godin. Reconheço que tem sido uma importante influência. O seu post de hoje é um verdadeiro guião de sucesso. É o que procuro fazer há muito tempo. Não sei se o faço convenientemente, mas tento. Deixo aqui uma tradução livre. Quem quiser o original basta clicar aqui.
Isola-te de pessoas furiosas com tudo e todos
Expõe-te a arte que ainda não compreendes
Mede com precisão os resultados que são importantes
Torna-te cego a todas as estatísticas que não interessam nem ao Menino Jesus
Falha com frequência
Faz coisas e mostra-as, vende-as, entrega-as, partilha-as
Lidera mais e perde menos tempo a gerir
Procura situações de desconforto
Cria impacto nas pessoas que são importantes para ti e realmente te interessam
Torna-te melhor nas tuas capacidades que te distinguem dos outros e fá-lo melhor que qualquer um outro
Não copies tanto e cria mais
Faz mais discursos
Ignora o aconselhamento não solicitado
Isola-te de pessoas furiosas com tudo e todos
Expõe-te a arte que ainda não compreendes
Mede com precisão os resultados que são importantes
Torna-te cego a todas as estatísticas que não interessam nem ao Menino Jesus
Falha com frequência
Faz coisas e mostra-as, vende-as, entrega-as, partilha-as
Lidera mais e perde menos tempo a gerir
Procura situações de desconforto
Cria impacto nas pessoas que são importantes para ti e realmente te interessam
Torna-te melhor nas tuas capacidades que te distinguem dos outros e fá-lo melhor que qualquer um outro
Não copies tanto e cria mais
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10.12.11
Arriar porrada e pedir esmola
Fico sempre muito contente quando vejo alguém que não fica à espera de determinadas condições ideais ou de um idealmente rechonchudo subsídio para fazer seja lá o que for.
Os pais da escola primária onde aprendi a ler - Escola Primária de Gondesende, Esmoriz - este ano já decoraram a fachada do edifício com luzes, já enfeitaram uma grande árvore no recreio e, inédito, criaram um conjunto de trenó, renas e pai-natal que está a decorar a rotunda junto do Intermarché. Parabéns!
A liberdade constrói-se fazendo, com o necessário respeito pelas autoridades administrativas (autarquias, direções, ministérios), mas sem lhes estender a mão pedinchona. Só assim podemos criticar quando o tivermos de fazer, só assim nos tornámos livres. Ou vamos arriar porrada e depois pedir esmola?!
Os pais da escola primária onde aprendi a ler - Escola Primária de Gondesende, Esmoriz - este ano já decoraram a fachada do edifício com luzes, já enfeitaram uma grande árvore no recreio e, inédito, criaram um conjunto de trenó, renas e pai-natal que está a decorar a rotunda junto do Intermarché. Parabéns!
A liberdade constrói-se fazendo, com o necessário respeito pelas autoridades administrativas (autarquias, direções, ministérios), mas sem lhes estender a mão pedinchona. Só assim podemos criticar quando o tivermos de fazer, só assim nos tornámos livres. Ou vamos arriar porrada e depois pedir esmola?!
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9.12.11
O desenvolvimento de sites, a informática e Lego
A minha formação de base é em engenharia e gestão industrial, mais tarde estudei marketing e gestão de marcas, mas isto pouco interessa num mundo em que a capacidade de adaptação e de aprender é o que realmente conta.
Há anos meti na cabeça que tinha de aprender a construir sites. Tinha cada vez mais solicitações dos meus clientes e não estava assim muito agradado com os serviços que subcontratava... e fui trabalhar. Não sei se aprendi, mas gostei muito de perceber que construir um site não é muito diferente de brincar com Lego. É preciso saber que peça encaixa onde e é preciso saber combinar os vermelhos com os pretos, os azuis ou os verdes.
Hoje em dia o desenvolvimento de um site é bem mais um trabalho de construção e organização de conteúdos do que um trabalho informático. Existe um largo conjunto de diferentes soluções que nos permitem construir a plataforma de gestão de conteúdos ou de comércio online que desejamos.
Podemos precisar de um programador para uma solução específica? Claro que podemos. Também nunca construí as minhas peças de Lego.
Há uns tempos um amigo de um amigo que tem uma importante empresa de informática, na gestão, configuração e assistência de redes contactou-me para os ajudar a desenvolver a sua loja online. Para mim foi uma grande surpresa. Inocentemente pensei: "então uma empresa com uma equipa de excelentes engenheiros informáticos quer que alguém que brinca com Lego os ajude a desenvolver sites?!"
Claro, é que os engenheiros informáticos sabem construir as peças, mas não têm necessariamente de as saber juntar, nem têm sequer de se preocupar com isso.
O trabalho foi feito (continua a ser feito), a loja está online, já foram detetados alguns bugs que estão a ser resolvidos e outros projetos em parceria estão a ser já preparados.
Obrigado João pela confiança e pela lição de gestão.
Há anos meti na cabeça que tinha de aprender a construir sites. Tinha cada vez mais solicitações dos meus clientes e não estava assim muito agradado com os serviços que subcontratava... e fui trabalhar. Não sei se aprendi, mas gostei muito de perceber que construir um site não é muito diferente de brincar com Lego. É preciso saber que peça encaixa onde e é preciso saber combinar os vermelhos com os pretos, os azuis ou os verdes.
Hoje em dia o desenvolvimento de um site é bem mais um trabalho de construção e organização de conteúdos do que um trabalho informático. Existe um largo conjunto de diferentes soluções que nos permitem construir a plataforma de gestão de conteúdos ou de comércio online que desejamos.
Podemos precisar de um programador para uma solução específica? Claro que podemos. Também nunca construí as minhas peças de Lego.
Há uns tempos um amigo de um amigo que tem uma importante empresa de informática, na gestão, configuração e assistência de redes contactou-me para os ajudar a desenvolver a sua loja online. Para mim foi uma grande surpresa. Inocentemente pensei: "então uma empresa com uma equipa de excelentes engenheiros informáticos quer que alguém que brinca com Lego os ajude a desenvolver sites?!"
Claro, é que os engenheiros informáticos sabem construir as peças, mas não têm necessariamente de as saber juntar, nem têm sequer de se preocupar com isso.
O trabalho foi feito (continua a ser feito), a loja está online, já foram detetados alguns bugs que estão a ser resolvidos e outros projetos em parceria estão a ser já preparados.
Obrigado João pela confiança e pela lição de gestão.
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6.12.11
Bazar de Natal
Um Feliz Natal faz-se de caras conhecidas, de pessoas que não nos são indiferentes, de coisas feitas com gosto, de uma palavra amiga, de um gesto terno, da cuidada atenção que nos prestam. Se este for um cenário para um Feliz Natal, o nosso projeto Sacaria do avô Augusto quer dar uma ajuda. Convidámos um conjunto dos nossos amigos e estamos a organizar um Bazar de Natal em Cortegaça (dia 10) e um outro em Esmoriz (dia 17).
E o que é que poderão encontrar nestes bazares?
Livros e músicas do mundo da Livraria Procura Tempo, de Cortegaça.
Todos os livros estarão com desconto de 20%.
Chapéus para raparigas que ousam um pouco de excentricidade como modo de libertação de modas e conceitos estéticos de massas, de afirmação individual centrada na cor e nas formas menos usuais. Este é o projeto 'choose your own head' da Sílvia Silva, que com um pouco de humor e descontração à mistura espalha palavras de ordem sobre liberdade, beleza e autenticidade.
A barraquinha da Clara e do Pedro cheia de ciência dedicada aos mais novos. São kits científico-didáticos que exploram temas como astronomia, dinossauros, robôs ou as energias verdes. São kits de brincadeira que permitem criar fantoches, papel reciclado e espetáculos de magia. Tudo para que as crianças possam construir os seus próprios brinquedos e aprenderem ciência de forma segura e criativa.
Presépios moldados de mãos dadas com a Natureza, espanta-espíritos que apelam à ingenuidade da criança que persiste e fantasias de enfeitar que satisfazem os mais diversos sentidos. Este é o trabalho de artesanato da Andreia Oliveira inspirado na natureza e nos seus sonhos e fantasias de infância relembrados e transformados em arte.
A arte de incrível simplicidade da Helena Reis e que poderá sentir um bocadinho neste conjunto de trabalhos. Desenhos que nos enchem de vida.
Reduzir, reutilizar e reciclar são princípios para um futuro mais verde. Como não poderia deixar de ser a Maria Manuel e a Ana Camboa partilham destas ideias, mas resolveram juntar estilo e classe a uma coleção de peças vintage que darão corpo ao verbo reutilizar e a um estilo mais cool.
A minha compota de abóbora e as regueifas doces da minha mãe. Das minhas compotas dizem que são boas. Quanto às regueifas doces, pelo que ouvi, são devoradas ao ritmo de uma boa conversa em família.
Para aquecer a garganta e adoçar a alma vamos ter um cantinho com vinho quente com canela e doces tradicionais de Natal. Eu conheço bem estas rabanadas e bilharacos e se destes últimos até posso provar, daquelas fatias douradas e cobertas com uma calda melífera a minha vontade é devorar. :p
Como vê, um conjunto de boas sugestões a preços convidativos, longe das confusões de shoppings, dos pórticos das auto-estradas e bem perto de casa.
Como fazemos melhor que os outros e temos de aprender a valorizar-nos por isso deixo aqui uns ares de Natal do David Fonseca gravado ao vivo, ontem. ;)
Que este seja um Feliz Natal!
E o que é que poderão encontrar nestes bazares?
Livros e músicas do mundo da Livraria Procura Tempo, de Cortegaça.
Todos os livros estarão com desconto de 20%.
Chapéus para raparigas que ousam um pouco de excentricidade como modo de libertação de modas e conceitos estéticos de massas, de afirmação individual centrada na cor e nas formas menos usuais. Este é o projeto 'choose your own head' da Sílvia Silva, que com um pouco de humor e descontração à mistura espalha palavras de ordem sobre liberdade, beleza e autenticidade.
A barraquinha da Clara e do Pedro cheia de ciência dedicada aos mais novos. São kits científico-didáticos que exploram temas como astronomia, dinossauros, robôs ou as energias verdes. São kits de brincadeira que permitem criar fantoches, papel reciclado e espetáculos de magia. Tudo para que as crianças possam construir os seus próprios brinquedos e aprenderem ciência de forma segura e criativa.
Presépios moldados de mãos dadas com a Natureza, espanta-espíritos que apelam à ingenuidade da criança que persiste e fantasias de enfeitar que satisfazem os mais diversos sentidos. Este é o trabalho de artesanato da Andreia Oliveira inspirado na natureza e nos seus sonhos e fantasias de infância relembrados e transformados em arte.
A arte de incrível simplicidade da Helena Reis e que poderá sentir um bocadinho neste conjunto de trabalhos. Desenhos que nos enchem de vida.
Reduzir, reutilizar e reciclar são princípios para um futuro mais verde. Como não poderia deixar de ser a Maria Manuel e a Ana Camboa partilham destas ideias, mas resolveram juntar estilo e classe a uma coleção de peças vintage que darão corpo ao verbo reutilizar e a um estilo mais cool.
A minha compota de abóbora e as regueifas doces da minha mãe. Das minhas compotas dizem que são boas. Quanto às regueifas doces, pelo que ouvi, são devoradas ao ritmo de uma boa conversa em família.
Para aquecer a garganta e adoçar a alma vamos ter um cantinho com vinho quente com canela e doces tradicionais de Natal. Eu conheço bem estas rabanadas e bilharacos e se destes últimos até posso provar, daquelas fatias douradas e cobertas com uma calda melífera a minha vontade é devorar. :p
Como vê, um conjunto de boas sugestões a preços convidativos, longe das confusões de shoppings, dos pórticos das auto-estradas e bem perto de casa.
Como fazemos melhor que os outros e temos de aprender a valorizar-nos por isso deixo aqui uns ares de Natal do David Fonseca gravado ao vivo, ontem. ;)
Que este seja um Feliz Natal!
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