14.2.12

O quarto de mudança é um quarto de partilha

Depois da estreia do 'quarto de mudança', que mereceu muita atenção do público, inaugurei hoje o meu primeiro post da rubrica 'a brincar com legos'. Partilho um pequeno tutorial que procura explicar como criar, de forma automática, cantos redondos em fotografias e "caixas" num post (ou qualquer outra página de Internet). Se estiverem interessados podem ver o tutorial aqui.

Do parágrafo anterior quero destacar a palavra "partilho". É a conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do singular e considero-a o motor de uma economia de conhecimento assente numa rede de múltiplas ligações entre pessoas com o mesmo tipo de interesses. Partilhar o que temos é a única forma de construirmos uma verdadeira rede de "estradas" que transportarão aquilo que somos capazes de produzir.

13.2.12

O quarto de mudança, a minha nova divisão

Em pouco mais de um mês eu e a Sílvia juntámos vontades, arrepiámos caminho, chateámos o Hugo e construímos o quarto de mudança.
quarto de mudança é um blog para bloggers e para todos os que fazem da Internet um espaço de partilha, de crescimento, de aprendizagem. Nele vamos partilhar o que gostamos de fazer, vamos partilhar as nossas experiências digitais, as nossas opiniões, vamos convidar a participação de pessoas de quem gostamos, vamos procurar motivar e ajudar na construção dos caminhos de pessoas como nós.
Começamos assim: "Nós somos pelos blogs. Somos pelas pessoas atrás dos computadores, pelos sites com cheiro de casa e por lojas virtuais que parece que têm portas. Somos pelas fotografias originais e pelos textos com princípio, meio e fim. Nós somos pelo tempo empregue a ver e a ler quem escolhemos, a conhecer outros países, línguas, imagens e pessoas. Nós gostamos de blogs. É por isso que queremos fazer parte ativa desta grande comunidade de pessoas contribuindo para transformar estes lugares em sítios únicos, especiais e pessoais."
E agora quero convidar-te a fazer uma visita, conhecer melhor o quarto de mudança e dizer-nos o que achas, o que gostas, o que não gostas e a ficar por cá, na nossa companhia que, vais ver, é boa.

10.2.12

Inspiração pela manhã

Há muito tempo que sigo com atenção tudo o que faz o Seth Godin (aqui é o blog; aqui é uma lista de livros).
Por que razão o faço?
Há quem leia a bíblia, há quem leia o jornal desportivo, há quem se preocupe com as notícias de ontem.
Eu procuro inspiração para o que vou fazer agora, inspiração para fazer acontecer o que acredito e inspiração para que aquilo em que acredito tenha um efeito positivo nas pessoas que realmente me importam.
Esta entrevista é inspiradora. São pouco mais de 20 minutos de uma conversa clara e que valem mais que todas as horas de emissão do Prós e Contras juntas.


Success Mag interview, 2012 from Seth Godin on Vimeo.

9.2.12

Ele está muito calado... já fez alguma!

Lembro-me que os meus pais (imagino que os vossos também) tinham uma capacidade especial para perceber quando andávamos a fazer alguma. Normalmente alguma asneira. Vamos crescendo e essas asneiras de criança começam a ter significado, começam a afetar outras pessoas e marcam os caminhos que vamos percorrendo.
Sempre gostei de traçar os caminhos que percorro, mesmo que sejam esburacados, mesmo que não tenham saída e tenha de inverter a marcha, mesmo que sejam mais longos. São os meus caminhos, são as minhas decisões. Talvez me sinta confortável com o facto de não ter de "atirar" culpas a ninguém por aquilo que me acontece.
Neste período inicial do ano tenho andado muito calado.
Diriam os meus pais: "Já fez alguma!"
Respondo eu: "Sim, ando mesmo a aprontá-la!"
No início da próxima semana vou inaugurar um novo caminho, construído com dois pares de mãos, dois cérebros e um grande prazer.
Ao participar na sua continuada construção vou ter a oportunidade de fazer coisas que realmente gosto: vou poder brincar com legos e vou poder dar uma mão à construção dos caminhos de outras pessoas.
E tudo isto em boa companhia. Fiquem atentos que as novidades estão para breve. ;)

20.1.12

Radio killed the video star

Isto pode até ser apenas uma constatação pessoal, mas nunca deram por vocês a olhar para a televisão e pensar: "mas que raio estou eu aqui estarrecido* a olhar p'ra isto!?"
Considero que no mundo que estamos a construir há já muito mais espaço para um meio de comunicação como a rádio do que como a televisão. Sendo, a televisão, um meio de comunicação que exige pelo menos dois sentidos: visão e audição, perde claramente para um meio como a rádio que nos deixa bem mais disponíveis para fazer outro tipo de coisas: trabalhar, correr, conduzir, andar de bicicleta, fazer um bolo ou limpar a casa.
A televisão perde também para a rádio noutra área fundamental: personalização de conteúdos.
Atualmente existe um conjunto tão largo, mas tão largo de rádios (essencialmente online) que é possível personalizar e ajustar o que ouvimos precisamente aos nossos gostos.
A rádio permite um consumo individual, coisa muito difícil para quem utiliza a televisão.

E os jornais? Hum, os jornais.
Pois esses vão começar a ser lidos em direto, vão criar os seus próprios canais de rádio online e permitirão aos leitores/ouvintes fazer o acompanhamento instantâneo da evolução de um determinado tema ou notícia.

Para ilustrar este post nunca poderia meter aqui o "Video killed the radio star" dos Buggles. Em vez disso vou deixar aqui a música que estava a passar na minha rádio preferida - a Radar.fm que aconselho vivamente - enquanto escrevia.
Escolham boas rádios, esqueçam a televisão e bom trabalho. ;)


*estarrecer: embora no dicionário signifique ficar apavorado, ter medo, desde sempre na minha zona o verbo estarrecer era atribuído a alguém que fica parado sem reação, fica estarrecido.

18.1.12

A luta pela "pirataria"

Vivemos um momento de enormes mudanças nas nossas sociedades, na forma de fazer negócios, na forma como as economias se organizam, na forma como os estados se relacionam com os seus cidadãos. Uma enorme revolução foi iniciada com a proliferação da Internet. Uma revolução que marcará a sociedade humana bem mais do que marcou a invenção de Gutenberg ou a da máquina a vapor.
E sempre, na história da humanidade, os momentos de revolução e corte com o passado geraram enormes resistências por parte de quem assentou o seu poder e bem-estar na forma como as coisas eram feitas. É uma resistência absurda. A força está sempre do lado dos cidadãos, esses que constituem o verdadeiro mercado. Esses sairão sempre vencedores. Sempre!

Todo o conhecimento é património humano!
A nossa sociedade está já quase totalmente e continuadamente ligada. Todos somos influenciados por todos e nem todos nos apercebemos disso.
Problemas de financiamento de meios de comunicação social, de centros de investigação, de artistas audio-visuais?
A minha aposta é que a sociedade, ela própria, vai decidir em quem e como investir.

12.1.12

Os blogs e os velhos influenciadores

Há dias li um artigo no Público acerca de blogs - "Uma década depois do boom, o que é feito dos blogs?" - e já que até mantenho um blog aproveito para deixar aqui algumas das minhas ideias acerca daquilo que considero ser hoje o mundo dos blogs, das redes sociais e da comunicação social.
Começo por apresentar alguns dados recentes da Internet em Portugal:
  • Em Portugal existem 5,7 milhões de utilizadores de Internet, sendo que 70% destes acedem diariamente à Internet;
  • Os utilizadores de Internet passam uma média de 14,1 horas online por semana contra as actuais 13,7 horas que passam a ver televisão semanalmente;
  • 39% dos espetadores de televisão portugueses navega na Internet ao mesmo tempo;
  • Diariamente em Portugal a audiência do YouTube é superior à do programa mais visto na televisão;
  • 4,5 milhões de portugueses utilizam as redes sociais.
    (fontes: Google; Marktest, Mediamonitor)
O Facebook é um fenómeno de popularidade inacreditável. A razão é uma e responde a uma necessidade muito básica do ser humano: socializar. Mandar bitaites, mostrar o que sabe deste ou daquele tema, imaginar que é o centro do mundo, saber que o que escreve pode ser imediatamente lido pelos amigos e receber feedback instantâneo. Simplesmente genial!
Considero o Facebook uma importante ferramenta de "amplificação" de tudo o que de bom ou mau acontece na Internet (e se não está na Internet é porque não aconteceu). No entanto o Facebook não me parece ser a ferramenta ideal para a produção de conteúdos. Diria que é o púlpito no centro da praça onde todos podemos ir, dizer e fazer o que nos apetece, sendo que o público pode ouvir ou fazer de conta, pode dizer ámen e cruzar os dedos ao mesmo tempo.
Já o blog é um meio de comunicação diferente. Sendo individual e tendo um endereço próprio exige ao leitor/seguidor um pequeno esforço para ler/ver/ouvir o que aquele autor tem para dizer. O autor sente-se em casa, tem todo o tempo de antena que desejar, pode escrever muito ou pouco, pode organizar o espaço como entender e manter um longo arquivo de conteúdos organizados por temas. Quem o lê fá-lo intencionalmente e pode depois falar aos outros acerca daquilo que leu. Penso que o blog (ou site pessoal) continuará a ser o espaço digital de expressão individual por excelência.
E a comunicação social? Mas porque razão meti eu a comunicação social ao barulho? Porque o futuro (tal como o passado mais longínquo o foi) é de liberdade e não vai mais ser controlado por uma opinião "pública" construída com base em meios de comunicação social de massas. Os nossos antepassados ouviam quem lhes interessava e falavam para quem os queria ouvir. Durante as décadas mais recentes a sociedade viveu "presa" à opinião publicada tida como verdade. No futuro (isto já é verdade) ouvimos quem quisermos e o que quisermos, falamos para quem nos quiser ouvir, formamos tribos de pessoas que partilham opiniões, que seguem as mesmas tendências e que respeitam as tribos vizinhas. Os influenciadores deixaram de ser aqueles que têm tempo de antena na rádio, televisão ou jornal, os influenciadores são aqueles que cada um quer seguir.