Passaram ontem 25 anos sobre a morte do Zeca Afonso. O meu pai era um enorme apreciador do Zeca e lembro-me que nesse dia havia uma aura de profunda tristeza em nossa casa, como se alguém que fosse nosso nos tivesse desaparecido. Nesse dia à noite lembro-me da RTP ter passado o último concerto do Zeca no Coliseu dos Recreios.
Em minha casa Zeca é Fado de Coimbra e é alguém que fez da sua arte arma de luta por aquilo em que acreditava. E esta é a sua grande lição: lutar por aquilo em que se acredita com as armas que se tem.
Obrigado Zeca.
24.2.12
20.2.12
Loportunity and Linsanity
Para quem não segue a Liga Profissional de Basquetebol dos EUA (NBA), assim como eu, há uma notícia que pode estar a escapar-nos. Na equipa dos New York Knicks surgiu recentemente um jovem jogador de origem taiwanesa (pronto é de Taiwan) que em nove jogos já fez história.
Jeremy Lin é licenciado em economia por Harvard e ninguém dava grande coisa pelo rapaz até que o treinador da equipa nova-iorquina se viu privado, por lesão, dos seus dois principais bases e teve mesmo de lançar Lin em campo.
A oportunidade virou Linsanidade, Lin destacou-se, mostrou o que realmente vale, pontua, faz assistências, os Knicks começaram a ganhar jogos, começaram a subir na tabela e ontem venceram os campeões Dallas Mavericks, coisa que não acontecia há seis anos.
As soluções podem estar mesmo ao nosso lado, e nós podemos nunca olhar para elas como uma hipótese até que chega o momento em que já não há alternativa e as coisas acontecem. Foi assim com Lin e ele está a aproveitar bem a oportunidade.
Go Lin!
A oportunidade virou Linsanidade, Lin destacou-se, mostrou o que realmente vale, pontua, faz assistências, os Knicks começaram a ganhar jogos, começaram a subir na tabela e ontem venceram os campeões Dallas Mavericks, coisa que não acontecia há seis anos.
As soluções podem estar mesmo ao nosso lado, e nós podemos nunca olhar para elas como uma hipótese até que chega o momento em que já não há alternativa e as coisas acontecem. Foi assim com Lin e ele está a aproveitar bem a oportunidade.
Go Lin!
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16.2.12
O registo de ponto
O que eu vou escrever é tão bonito, mas "a realidade não é bem assim" diriam alguns dos meus amigos e quase todos os portugueses.
Há pouquíssimo tempo fiz uma visita a um cliente e reparei que o bom homem, na sua ânsia de modernizar a empresa, tinha comprado um sistema de registo de ponto por impressão digital.
Uau! Exclamei eu.
Agora já ninguém foge da linha!
Da linha literalmente, porque os registos de ponto, os relógios, os dias de trabalho, os fins-de-semana, os feriados e as férias são invenções de uma economia baseada na linha de produção, em que uma pessoa não é mais que uma roda da engrenagem. Se saltar fora ou ficar lenta tem de ser substituída ou então a linha pára.
O ser humano foi, mas tem de deixar de ser comparado a uma peça de engrenagem.
O que adianta ser uma peça de engrenagem bem polida e oleada cheia de vontade de contribuir quando depende da velocidade que lhe é transmitida?
Sim, o sistema de ensino é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, o sistema de saúde é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, a justiça é uma linha de produção. E vai acabar como a conhecemos.
Sim, existem muitas empresas e negócios que já não são organizados como uma linha de produção. E querem saber uma coisa? São esses que estão a crescer.
Estranho? Nada disso. Esta realidade que agora termina existe há muito pouco tempo (em Portugal, só depois da I Grande Guerra), o tempo necessário para que alguns de nós pudessem enriquecer e ganhar poder de forma desmesurada.
"Pois, mas a realidade não é bem assim."
E tu, tens coragem para mudar a tua realidade?
Há pouquíssimo tempo fiz uma visita a um cliente e reparei que o bom homem, na sua ânsia de modernizar a empresa, tinha comprado um sistema de registo de ponto por impressão digital.
Uau! Exclamei eu.
Agora já ninguém foge da linha!
Da linha literalmente, porque os registos de ponto, os relógios, os dias de trabalho, os fins-de-semana, os feriados e as férias são invenções de uma economia baseada na linha de produção, em que uma pessoa não é mais que uma roda da engrenagem. Se saltar fora ou ficar lenta tem de ser substituída ou então a linha pára.
O ser humano foi, mas tem de deixar de ser comparado a uma peça de engrenagem.
O que adianta ser uma peça de engrenagem bem polida e oleada cheia de vontade de contribuir quando depende da velocidade que lhe é transmitida?
Sim, o sistema de ensino é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, o sistema de saúde é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, a justiça é uma linha de produção. E vai acabar como a conhecemos.
Sim, existem muitas empresas e negócios que já não são organizados como uma linha de produção. E querem saber uma coisa? São esses que estão a crescer.
Estranho? Nada disso. Esta realidade que agora termina existe há muito pouco tempo (em Portugal, só depois da I Grande Guerra), o tempo necessário para que alguns de nós pudessem enriquecer e ganhar poder de forma desmesurada.
"Pois, mas a realidade não é bem assim."
E tu, tens coragem para mudar a tua realidade?
14.2.12
O quarto de mudança é um quarto de partilha
Depois da estreia do 'quarto de mudança', que mereceu muita atenção do público, inaugurei hoje o meu primeiro post da rubrica 'a brincar com legos'. Partilho um pequeno tutorial que procura explicar como criar, de forma automática, cantos redondos em fotografias e "caixas" num post (ou qualquer outra página de Internet). Se estiverem interessados podem ver o tutorial aqui.
Do parágrafo anterior quero destacar a palavra "partilho". É a conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do singular e considero-a o motor de uma economia de conhecimento assente numa rede de múltiplas ligações entre pessoas com o mesmo tipo de interesses. Partilhar o que temos é a única forma de construirmos uma verdadeira rede de "estradas" que transportarão aquilo que somos capazes de produzir.
Do parágrafo anterior quero destacar a palavra "partilho". É a conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do singular e considero-a o motor de uma economia de conhecimento assente numa rede de múltiplas ligações entre pessoas com o mesmo tipo de interesses. Partilhar o que temos é a única forma de construirmos uma verdadeira rede de "estradas" que transportarão aquilo que somos capazes de produzir.
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13.2.12
O quarto de mudança, a minha nova divisão
Em pouco mais de um mês eu e a Sílvia juntámos vontades, arrepiámos caminho, chateámos o Hugo e construímos o quarto de mudança.
O quarto de mudança é um blog para bloggers e para todos os que fazem da Internet um espaço de partilha, de crescimento, de aprendizagem. Nele vamos partilhar o que gostamos de fazer, vamos partilhar as nossas experiências digitais, as nossas opiniões, vamos convidar a participação de pessoas de quem gostamos, vamos procurar motivar e ajudar na construção dos caminhos de pessoas como nós.
Começamos assim: "Nós somos pelos blogs. Somos pelas pessoas atrás dos computadores, pelos sites com cheiro de casa e por lojas virtuais que parece que têm portas. Somos pelas fotografias originais e pelos textos com princípio, meio e fim. Nós somos pelo tempo empregue a ver e a ler quem escolhemos, a conhecer outros países, línguas, imagens e pessoas. Nós gostamos de blogs. É por isso que queremos fazer parte ativa desta grande comunidade de pessoas contribuindo para transformar estes lugares em sítios únicos, especiais e pessoais."
E agora quero convidar-te a fazer uma visita, conhecer melhor o quarto de mudança e dizer-nos o que achas, o que gostas, o que não gostas e a ficar por cá, na nossa companhia que, vais ver, é boa.
O quarto de mudança é um blog para bloggers e para todos os que fazem da Internet um espaço de partilha, de crescimento, de aprendizagem. Nele vamos partilhar o que gostamos de fazer, vamos partilhar as nossas experiências digitais, as nossas opiniões, vamos convidar a participação de pessoas de quem gostamos, vamos procurar motivar e ajudar na construção dos caminhos de pessoas como nós.
Começamos assim: "Nós somos pelos blogs. Somos pelas pessoas atrás dos computadores, pelos sites com cheiro de casa e por lojas virtuais que parece que têm portas. Somos pelas fotografias originais e pelos textos com princípio, meio e fim. Nós somos pelo tempo empregue a ver e a ler quem escolhemos, a conhecer outros países, línguas, imagens e pessoas. Nós gostamos de blogs. É por isso que queremos fazer parte ativa desta grande comunidade de pessoas contribuindo para transformar estes lugares em sítios únicos, especiais e pessoais."
E agora quero convidar-te a fazer uma visita, conhecer melhor o quarto de mudança e dizer-nos o que achas, o que gostas, o que não gostas e a ficar por cá, na nossa companhia que, vais ver, é boa.
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10.2.12
Inspiração pela manhã
Há muito tempo que sigo com atenção tudo o que faz o Seth Godin (aqui é o blog; aqui é uma lista de livros).
Por que razão o faço?
Há quem leia a bíblia, há quem leia o jornal desportivo, há quem se preocupe com as notícias de ontem.
Eu procuro inspiração para o que vou fazer agora, inspiração para fazer acontecer o que acredito e inspiração para que aquilo em que acredito tenha um efeito positivo nas pessoas que realmente me importam.
Esta entrevista é inspiradora. São pouco mais de 20 minutos de uma conversa clara e que valem mais que todas as horas de emissão do Prós e Contras juntas.
Success Mag interview, 2012 from Seth Godin on Vimeo.
Por que razão o faço?
Há quem leia a bíblia, há quem leia o jornal desportivo, há quem se preocupe com as notícias de ontem.
Eu procuro inspiração para o que vou fazer agora, inspiração para fazer acontecer o que acredito e inspiração para que aquilo em que acredito tenha um efeito positivo nas pessoas que realmente me importam.
Esta entrevista é inspiradora. São pouco mais de 20 minutos de uma conversa clara e que valem mais que todas as horas de emissão do Prós e Contras juntas.
Success Mag interview, 2012 from Seth Godin on Vimeo.
9.2.12
Ele está muito calado... já fez alguma!
Sempre gostei de traçar os caminhos que percorro, mesmo que sejam esburacados, mesmo que não tenham saída e tenha de inverter a marcha, mesmo que sejam mais longos. São os meus caminhos, são as minhas decisões. Talvez me sinta confortável com o facto de não ter de "atirar" culpas a ninguém por aquilo que me acontece.
Neste período inicial do ano tenho andado muito calado.
Diriam os meus pais: "Já fez alguma!"
Respondo eu: "Sim, ando mesmo a aprontá-la!"
No início da próxima semana vou inaugurar um novo caminho, construído com dois pares de mãos, dois cérebros e um grande prazer.
Ao participar na sua continuada construção vou ter a oportunidade de fazer coisas que realmente gosto: vou poder brincar com legos e vou poder dar uma mão à construção dos caminhos de outras pessoas.
E tudo isto em boa companhia. Fiquem atentos que as novidades estão para breve. ;)
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