Já conto alguns anitos e muitos quilómetros percorridos neste país que me permitiram conhecer alguns nomes de terras um pouco estranhos. Alguns dos mais estranhos serão: o Colo do Pito, a Campa do Preto, a Catraia do Buraco, a Venda da Gaita, o Vale da Rata, o Vale de Mortos, a Vila Nova do Coito, o Rego do Azar ou o Cu de Judas, na ilha de S. Miguel. Mas dei hoje com a notícia de uma localidade austríaca que tem o belo nome de Fucking e cujos residentes vão referendar a mudança ou não do nome da terra.
Por mim era não, de caras!
18.4.12
15.4.12
Os meus ficheiros perdidos - parte I
Enquanto penso se vou apanhar uma bela rajada de vento pela praia decidi remexer nalguns ficheiros perdidos e re-descobri os macro-universos paralelos do John Drucker. Há outros ficheiros perdidos? Sim, há, mas tenho de os por a arejar.
2023, Berkeley,
CA
John Drucker,
astro-físico americano, recebia o Prémio Nobel naquele ano. Numa das suas
cidades, os amigos esperavam-no para uma tertúlia de disparates, na noite que
antecedia o vôo para Estocolmo. Avenida Sta. Bárbara, bar do Gavin, “half
pint”. Os 15 anos de eurekas erradas estavam bem longe dali, mas um gole a mais
sacou a rolhas a brincadeira de criança que garantia a sanidade mental do
cientista. Na primeira pessoa e sem verbo, John avançou:
- Na viagem com
o fotógrafo Philip Night, uma esplanada do norte de Portugal, menina da lua,
jogo das nove pedras de cores diferentes e baças... Sandy, o amigo, interrompeu
a lufada de anti-depressivo:
- Não! Quero os
Macro-Universos Paralelos de Drucker!
Estava na
altura. John carregou no “On” e iluminou as mentes presentes. E a sua e a de
Sandy. Enquanto arriscava que o Sistema Solar é uma projecção do átomo de flúor
na tabela periódica, o seu coração dançava com a menina de rosto redondo. Do
latim infinito; do grego, gosto por viver. A menina da lua estava destinada a
sorrir. Nariz isósceles, sempre empinado. Rabo de cavalo, claro, com alguns
cabelos insubordinados. Neta do salsicheiro do mercado mais falado do Porto. A
banca mais visitada, pela linguiça fresca. Quem disse que é o molho que faz a
francesinha inesquecível? A menina passou a meninice a subir e a descer
escadas. Pintava, bordava, escrevia, até calhamaços lia. Tinha teorias sobre
como caminhar: – Endireita as costas e peito de rôla, mas respira à vontade.
Também tropeçava, a menina. Ficou perita nos tropeções em pedras baças. Só o
fez uma vez, com imperfeição, da maneira que dá uma estória. Distraída,
enquanto Magueijo a admirava atento, com os pés não assentes na Terra. Não
gostava de viajar, a menina: – Para quê?, perguntava quando lhe perguntavam os
inocentes. Só João viu na cara
redonda outro planeta. Com luz tão própria que era dos outros. Afinal tinha
viajado uma vez, com cabelos brancos. Tinha estado no bar do Gavin, em 2023.
Sandy assistia ao regresso do amigo. Só ele sabia da história de Magueijo. Do
nascimento de John Drucker. A mudança de nome pela cidadania americana.
Pela ciência.
O Filipe Soares é um amigo, que está longe, e com quem partilhei estórias e contos mínimos.
A publicação dalgumas das estórias que fui escrevendo foi motivada, mesmo sem que ela o saiba, pela Joana Cabral deste blog.
13.4.12
Então, mas isto não é terrorismo? :(
Acabei de ver um vídeo que, sinceramente não sou capaz de qualificar. Talvez o guarde entre o terrorismo e a comédia de gosto duvidoso. De qualquer das formas considero inqualificável a atitude de alguém se esconder atrás de uma máscara e distribuir ameaças contra pessoas de quem, obviamente, podemos discordar e até considerar idiotas, burros, estúpidos, seja lá o que for. As ideias, os projectos, o nosso trabalho tem de ser defendido cara a cara e no lugar próprio. A liberdade não é um lugar onde todos fazemos ou dizemos o que queremos. A liberdade é um lugar onde todos podemos crescer respeitando o crescimento daqueles que estão à nossa volta, sendo que 'à nossa volta' estão todos e 'todos' significa tudo.
Se há alguém que não respeita a vontade de crescer de uma comunidade é necessário mostrar-lhe argumentos para que possa mudar de opinião. Se não muda, não é porque é burro, casmurro ou estúpido, é porque não estamos a saber comunicar o que queremos fazer.
Sinceramente, como defensor da importância da comunidade no desenvolvimento de uma sociedade mais equilibrada, gostava muito que o grupo de pessoas que está a intervir na Fontinha repudiasse veementemente este vídeo. É fundamental! Ou então compram uma guerrinha que não os vai levar a lugar nenhum.
Quanto ao vídeo, recuso-me a publicá-lo aqui, mas podem vê-lo por aí.
Se há alguém que não respeita a vontade de crescer de uma comunidade é necessário mostrar-lhe argumentos para que possa mudar de opinião. Se não muda, não é porque é burro, casmurro ou estúpido, é porque não estamos a saber comunicar o que queremos fazer.
Sinceramente, como defensor da importância da comunidade no desenvolvimento de uma sociedade mais equilibrada, gostava muito que o grupo de pessoas que está a intervir na Fontinha repudiasse veementemente este vídeo. É fundamental! Ou então compram uma guerrinha que não os vai levar a lugar nenhum.
Quanto ao vídeo, recuso-me a publicá-lo aqui, mas podem vê-lo por aí.
24.2.12
A lição do Zeca
Passaram ontem 25 anos sobre a morte do Zeca Afonso. O meu pai era um enorme apreciador do Zeca e lembro-me que nesse dia havia uma aura de profunda tristeza em nossa casa, como se alguém que fosse nosso nos tivesse desaparecido. Nesse dia à noite lembro-me da RTP ter passado o último concerto do Zeca no Coliseu dos Recreios.
Em minha casa Zeca é Fado de Coimbra e é alguém que fez da sua arte arma de luta por aquilo em que acreditava. E esta é a sua grande lição: lutar por aquilo em que se acredita com as armas que se tem.
Obrigado Zeca.
Em minha casa Zeca é Fado de Coimbra e é alguém que fez da sua arte arma de luta por aquilo em que acreditava. E esta é a sua grande lição: lutar por aquilo em que se acredita com as armas que se tem.
Obrigado Zeca.
20.2.12
Loportunity and Linsanity
Para quem não segue a Liga Profissional de Basquetebol dos EUA (NBA), assim como eu, há uma notícia que pode estar a escapar-nos. Na equipa dos New York Knicks surgiu recentemente um jovem jogador de origem taiwanesa (pronto é de Taiwan) que em nove jogos já fez história.
Jeremy Lin é licenciado em economia por Harvard e ninguém dava grande coisa pelo rapaz até que o treinador da equipa nova-iorquina se viu privado, por lesão, dos seus dois principais bases e teve mesmo de lançar Lin em campo.
A oportunidade virou Linsanidade, Lin destacou-se, mostrou o que realmente vale, pontua, faz assistências, os Knicks começaram a ganhar jogos, começaram a subir na tabela e ontem venceram os campeões Dallas Mavericks, coisa que não acontecia há seis anos.
As soluções podem estar mesmo ao nosso lado, e nós podemos nunca olhar para elas como uma hipótese até que chega o momento em que já não há alternativa e as coisas acontecem. Foi assim com Lin e ele está a aproveitar bem a oportunidade.
Go Lin!
A oportunidade virou Linsanidade, Lin destacou-se, mostrou o que realmente vale, pontua, faz assistências, os Knicks começaram a ganhar jogos, começaram a subir na tabela e ontem venceram os campeões Dallas Mavericks, coisa que não acontecia há seis anos.
As soluções podem estar mesmo ao nosso lado, e nós podemos nunca olhar para elas como uma hipótese até que chega o momento em que já não há alternativa e as coisas acontecem. Foi assim com Lin e ele está a aproveitar bem a oportunidade.
Go Lin!
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16.2.12
O registo de ponto
O que eu vou escrever é tão bonito, mas "a realidade não é bem assim" diriam alguns dos meus amigos e quase todos os portugueses.
Há pouquíssimo tempo fiz uma visita a um cliente e reparei que o bom homem, na sua ânsia de modernizar a empresa, tinha comprado um sistema de registo de ponto por impressão digital.
Uau! Exclamei eu.
Agora já ninguém foge da linha!
Da linha literalmente, porque os registos de ponto, os relógios, os dias de trabalho, os fins-de-semana, os feriados e as férias são invenções de uma economia baseada na linha de produção, em que uma pessoa não é mais que uma roda da engrenagem. Se saltar fora ou ficar lenta tem de ser substituída ou então a linha pára.
O ser humano foi, mas tem de deixar de ser comparado a uma peça de engrenagem.
O que adianta ser uma peça de engrenagem bem polida e oleada cheia de vontade de contribuir quando depende da velocidade que lhe é transmitida?
Sim, o sistema de ensino é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, o sistema de saúde é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, a justiça é uma linha de produção. E vai acabar como a conhecemos.
Sim, existem muitas empresas e negócios que já não são organizados como uma linha de produção. E querem saber uma coisa? São esses que estão a crescer.
Estranho? Nada disso. Esta realidade que agora termina existe há muito pouco tempo (em Portugal, só depois da I Grande Guerra), o tempo necessário para que alguns de nós pudessem enriquecer e ganhar poder de forma desmesurada.
"Pois, mas a realidade não é bem assim."
E tu, tens coragem para mudar a tua realidade?
Há pouquíssimo tempo fiz uma visita a um cliente e reparei que o bom homem, na sua ânsia de modernizar a empresa, tinha comprado um sistema de registo de ponto por impressão digital.
Uau! Exclamei eu.
Agora já ninguém foge da linha!
Da linha literalmente, porque os registos de ponto, os relógios, os dias de trabalho, os fins-de-semana, os feriados e as férias são invenções de uma economia baseada na linha de produção, em que uma pessoa não é mais que uma roda da engrenagem. Se saltar fora ou ficar lenta tem de ser substituída ou então a linha pára.
O ser humano foi, mas tem de deixar de ser comparado a uma peça de engrenagem.
O que adianta ser uma peça de engrenagem bem polida e oleada cheia de vontade de contribuir quando depende da velocidade que lhe é transmitida?
Sim, o sistema de ensino é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, o sistema de saúde é uma linha de produção. E vai acabar como o conhecemos.
Sim, a justiça é uma linha de produção. E vai acabar como a conhecemos.
Sim, existem muitas empresas e negócios que já não são organizados como uma linha de produção. E querem saber uma coisa? São esses que estão a crescer.
Estranho? Nada disso. Esta realidade que agora termina existe há muito pouco tempo (em Portugal, só depois da I Grande Guerra), o tempo necessário para que alguns de nós pudessem enriquecer e ganhar poder de forma desmesurada.
"Pois, mas a realidade não é bem assim."
E tu, tens coragem para mudar a tua realidade?
14.2.12
O quarto de mudança é um quarto de partilha
Depois da estreia do 'quarto de mudança', que mereceu muita atenção do público, inaugurei hoje o meu primeiro post da rubrica 'a brincar com legos'. Partilho um pequeno tutorial que procura explicar como criar, de forma automática, cantos redondos em fotografias e "caixas" num post (ou qualquer outra página de Internet). Se estiverem interessados podem ver o tutorial aqui.
Do parágrafo anterior quero destacar a palavra "partilho". É a conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do singular e considero-a o motor de uma economia de conhecimento assente numa rede de múltiplas ligações entre pessoas com o mesmo tipo de interesses. Partilhar o que temos é a única forma de construirmos uma verdadeira rede de "estradas" que transportarão aquilo que somos capazes de produzir.
Do parágrafo anterior quero destacar a palavra "partilho". É a conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do singular e considero-a o motor de uma economia de conhecimento assente numa rede de múltiplas ligações entre pessoas com o mesmo tipo de interesses. Partilhar o que temos é a única forma de construirmos uma verdadeira rede de "estradas" que transportarão aquilo que somos capazes de produzir.
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13.2.12
O quarto de mudança, a minha nova divisão
Em pouco mais de um mês eu e a Sílvia juntámos vontades, arrepiámos caminho, chateámos o Hugo e construímos o quarto de mudança.
O quarto de mudança é um blog para bloggers e para todos os que fazem da Internet um espaço de partilha, de crescimento, de aprendizagem. Nele vamos partilhar o que gostamos de fazer, vamos partilhar as nossas experiências digitais, as nossas opiniões, vamos convidar a participação de pessoas de quem gostamos, vamos procurar motivar e ajudar na construção dos caminhos de pessoas como nós.
Começamos assim: "Nós somos pelos blogs. Somos pelas pessoas atrás dos computadores, pelos sites com cheiro de casa e por lojas virtuais que parece que têm portas. Somos pelas fotografias originais e pelos textos com princípio, meio e fim. Nós somos pelo tempo empregue a ver e a ler quem escolhemos, a conhecer outros países, línguas, imagens e pessoas. Nós gostamos de blogs. É por isso que queremos fazer parte ativa desta grande comunidade de pessoas contribuindo para transformar estes lugares em sítios únicos, especiais e pessoais."
E agora quero convidar-te a fazer uma visita, conhecer melhor o quarto de mudança e dizer-nos o que achas, o que gostas, o que não gostas e a ficar por cá, na nossa companhia que, vais ver, é boa.
O quarto de mudança é um blog para bloggers e para todos os que fazem da Internet um espaço de partilha, de crescimento, de aprendizagem. Nele vamos partilhar o que gostamos de fazer, vamos partilhar as nossas experiências digitais, as nossas opiniões, vamos convidar a participação de pessoas de quem gostamos, vamos procurar motivar e ajudar na construção dos caminhos de pessoas como nós.
Começamos assim: "Nós somos pelos blogs. Somos pelas pessoas atrás dos computadores, pelos sites com cheiro de casa e por lojas virtuais que parece que têm portas. Somos pelas fotografias originais e pelos textos com princípio, meio e fim. Nós somos pelo tempo empregue a ver e a ler quem escolhemos, a conhecer outros países, línguas, imagens e pessoas. Nós gostamos de blogs. É por isso que queremos fazer parte ativa desta grande comunidade de pessoas contribuindo para transformar estes lugares em sítios únicos, especiais e pessoais."
E agora quero convidar-te a fazer uma visita, conhecer melhor o quarto de mudança e dizer-nos o que achas, o que gostas, o que não gostas e a ficar por cá, na nossa companhia que, vais ver, é boa.
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10.2.12
Inspiração pela manhã
Há muito tempo que sigo com atenção tudo o que faz o Seth Godin (aqui é o blog; aqui é uma lista de livros).
Por que razão o faço?
Há quem leia a bíblia, há quem leia o jornal desportivo, há quem se preocupe com as notícias de ontem.
Eu procuro inspiração para o que vou fazer agora, inspiração para fazer acontecer o que acredito e inspiração para que aquilo em que acredito tenha um efeito positivo nas pessoas que realmente me importam.
Esta entrevista é inspiradora. São pouco mais de 20 minutos de uma conversa clara e que valem mais que todas as horas de emissão do Prós e Contras juntas.
Success Mag interview, 2012 from Seth Godin on Vimeo.
Por que razão o faço?
Há quem leia a bíblia, há quem leia o jornal desportivo, há quem se preocupe com as notícias de ontem.
Eu procuro inspiração para o que vou fazer agora, inspiração para fazer acontecer o que acredito e inspiração para que aquilo em que acredito tenha um efeito positivo nas pessoas que realmente me importam.
Esta entrevista é inspiradora. São pouco mais de 20 minutos de uma conversa clara e que valem mais que todas as horas de emissão do Prós e Contras juntas.
Success Mag interview, 2012 from Seth Godin on Vimeo.
9.2.12
Ele está muito calado... já fez alguma!
Sempre gostei de traçar os caminhos que percorro, mesmo que sejam esburacados, mesmo que não tenham saída e tenha de inverter a marcha, mesmo que sejam mais longos. São os meus caminhos, são as minhas decisões. Talvez me sinta confortável com o facto de não ter de "atirar" culpas a ninguém por aquilo que me acontece.
Neste período inicial do ano tenho andado muito calado.
Diriam os meus pais: "Já fez alguma!"
Respondo eu: "Sim, ando mesmo a aprontá-la!"
No início da próxima semana vou inaugurar um novo caminho, construído com dois pares de mãos, dois cérebros e um grande prazer.
Ao participar na sua continuada construção vou ter a oportunidade de fazer coisas que realmente gosto: vou poder brincar com legos e vou poder dar uma mão à construção dos caminhos de outras pessoas.
E tudo isto em boa companhia. Fiquem atentos que as novidades estão para breve. ;)
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20.1.12
Radio killed the video star
Isto pode até ser apenas uma constatação pessoal, mas nunca deram por vocês a olhar para a televisão e pensar: "mas que raio estou eu aqui estarrecido* a olhar p'ra isto!?"
Considero que no mundo que estamos a construir há já muito mais espaço para um meio de comunicação como a rádio do que como a televisão. Sendo, a televisão, um meio de comunicação que exige pelo menos dois sentidos: visão e audição, perde claramente para um meio como a rádio que nos deixa bem mais disponíveis para fazer outro tipo de coisas: trabalhar, correr, conduzir, andar de bicicleta, fazer um bolo ou limpar a casa.
A televisão perde também para a rádio noutra área fundamental: personalização de conteúdos.
Atualmente existe um conjunto tão largo, mas tão largo de rádios (essencialmente online) que é possível personalizar e ajustar o que ouvimos precisamente aos nossos gostos.
A rádio permite um consumo individual, coisa muito difícil para quem utiliza a televisão.
E os jornais? Hum, os jornais.
Pois esses vão começar a ser lidos em direto, vão criar os seus próprios canais de rádio online e permitirão aos leitores/ouvintes fazer o acompanhamento instantâneo da evolução de um determinado tema ou notícia.
Para ilustrar este post nunca poderia meter aqui o "Video killed the radio star" dos Buggles. Em vez disso vou deixar aqui a música que estava a passar na minha rádio preferida - a Radar.fm que aconselho vivamente - enquanto escrevia.
Escolham boas rádios, esqueçam a televisão e bom trabalho. ;)
*estarrecer: embora no dicionário signifique ficar apavorado, ter medo, desde sempre na minha zona o verbo estarrecer era atribuído a alguém que fica parado sem reação, fica estarrecido.
Considero que no mundo que estamos a construir há já muito mais espaço para um meio de comunicação como a rádio do que como a televisão. Sendo, a televisão, um meio de comunicação que exige pelo menos dois sentidos: visão e audição, perde claramente para um meio como a rádio que nos deixa bem mais disponíveis para fazer outro tipo de coisas: trabalhar, correr, conduzir, andar de bicicleta, fazer um bolo ou limpar a casa.
A televisão perde também para a rádio noutra área fundamental: personalização de conteúdos.
Atualmente existe um conjunto tão largo, mas tão largo de rádios (essencialmente online) que é possível personalizar e ajustar o que ouvimos precisamente aos nossos gostos.
A rádio permite um consumo individual, coisa muito difícil para quem utiliza a televisão.
E os jornais? Hum, os jornais.
Pois esses vão começar a ser lidos em direto, vão criar os seus próprios canais de rádio online e permitirão aos leitores/ouvintes fazer o acompanhamento instantâneo da evolução de um determinado tema ou notícia.
Para ilustrar este post nunca poderia meter aqui o "Video killed the radio star" dos Buggles. Em vez disso vou deixar aqui a música que estava a passar na minha rádio preferida - a Radar.fm que aconselho vivamente - enquanto escrevia.
Escolham boas rádios, esqueçam a televisão e bom trabalho. ;)
*estarrecer: embora no dicionário signifique ficar apavorado, ter medo, desde sempre na minha zona o verbo estarrecer era atribuído a alguém que fica parado sem reação, fica estarrecido.
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18.1.12
A luta pela "pirataria"
Vivemos um momento de enormes mudanças nas nossas sociedades, na forma de fazer negócios, na forma como as economias se organizam, na forma como os estados se relacionam com os seus cidadãos. Uma enorme revolução foi iniciada com a proliferação da Internet. Uma revolução que marcará a sociedade humana bem mais do que marcou a invenção de Gutenberg ou a da máquina a vapor.
E sempre, na história da humanidade, os momentos de revolução e corte com o passado geraram enormes resistências por parte de quem assentou o seu poder e bem-estar na forma como as coisas eram feitas. É uma resistência absurda. A força está sempre do lado dos cidadãos, esses que constituem o verdadeiro mercado. Esses sairão sempre vencedores. Sempre!
Todo o conhecimento é património humano!
A nossa sociedade está já quase totalmente e continuadamente ligada. Todos somos influenciados por todos e nem todos nos apercebemos disso.
Problemas de financiamento de meios de comunicação social, de centros de investigação, de artistas audio-visuais?
A minha aposta é que a sociedade, ela própria, vai decidir em quem e como investir.
E sempre, na história da humanidade, os momentos de revolução e corte com o passado geraram enormes resistências por parte de quem assentou o seu poder e bem-estar na forma como as coisas eram feitas. É uma resistência absurda. A força está sempre do lado dos cidadãos, esses que constituem o verdadeiro mercado. Esses sairão sempre vencedores. Sempre!
Todo o conhecimento é património humano!
A nossa sociedade está já quase totalmente e continuadamente ligada. Todos somos influenciados por todos e nem todos nos apercebemos disso.
Problemas de financiamento de meios de comunicação social, de centros de investigação, de artistas audio-visuais?
A minha aposta é que a sociedade, ela própria, vai decidir em quem e como investir.
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12.1.12
Os blogs e os velhos influenciadores
Há dias li um artigo no Público acerca de blogs - "Uma década depois do boom, o que é feito dos blogs?" - e já que até mantenho um blog aproveito para deixar aqui algumas das minhas ideias acerca daquilo que considero ser hoje o mundo dos blogs, das redes sociais e da comunicação social.
Começo por apresentar alguns dados recentes da Internet em Portugal:
Começo por apresentar alguns dados recentes da Internet em Portugal:
- Em Portugal existem 5,7 milhões de utilizadores de Internet, sendo que 70% destes acedem diariamente à Internet;
- Os utilizadores de Internet passam uma média de 14,1 horas online por semana contra as actuais 13,7 horas que passam a ver televisão semanalmente;
- 39% dos espetadores de televisão portugueses navega na Internet ao mesmo tempo;
- Diariamente em Portugal a audiência do YouTube é superior à do programa mais visto na televisão;
- 4,5 milhões de portugueses utilizam as redes sociais.
(fontes: Google; Marktest, Mediamonitor)
O Facebook é um fenómeno de popularidade inacreditável. A razão é uma e responde a uma necessidade muito básica do ser humano: socializar. Mandar bitaites, mostrar o que sabe deste ou daquele tema, imaginar que é o centro do mundo, saber que o que escreve pode ser imediatamente lido pelos amigos e receber feedback instantâneo. Simplesmente genial!
Considero o Facebook uma importante ferramenta de "amplificação" de tudo o que de bom ou mau acontece na Internet (e se não está na Internet é porque não aconteceu). No entanto o Facebook não me parece ser a ferramenta ideal para a produção de conteúdos. Diria que é o púlpito no centro da praça onde todos podemos ir, dizer e fazer o que nos apetece, sendo que o público pode ouvir ou fazer de conta, pode dizer ámen e cruzar os dedos ao mesmo tempo.
Já o blog é um meio de comunicação diferente. Sendo individual e tendo um endereço próprio exige ao leitor/seguidor um pequeno esforço para ler/ver/ouvir o que aquele autor tem para dizer. O autor sente-se em casa, tem todo o tempo de antena que desejar, pode escrever muito ou pouco, pode organizar o espaço como entender e manter um longo arquivo de conteúdos organizados por temas. Quem o lê fá-lo intencionalmente e pode depois falar aos outros acerca daquilo que leu. Penso que o blog (ou site pessoal) continuará a ser o espaço digital de expressão individual por excelência.
E a comunicação social? Mas porque razão meti eu a comunicação social ao barulho? Porque o futuro (tal como o passado mais longínquo o foi) é de liberdade e não vai mais ser controlado por uma opinião "pública" construída com base em meios de comunicação social de massas. Os nossos antepassados ouviam quem lhes interessava e falavam para quem os queria ouvir. Durante as décadas mais recentes a sociedade viveu "presa" à opinião publicada tida como verdade. No futuro (isto já é verdade) ouvimos quem quisermos e o que quisermos, falamos para quem nos quiser ouvir, formamos tribos de pessoas que partilham opiniões, que seguem as mesmas tendências e que respeitam as tribos vizinhas. Os influenciadores deixaram de ser aqueles que têm tempo de antena na rádio, televisão ou jornal, os influenciadores são aqueles que cada um quer seguir.
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10.1.12
Amor e emprego
A diferença entre ser e parecer está no somatório de muitas pequeninas coisas que podemos não saber explicar, mas que, sem dúvida, sentimos. E eu tenho a certeza que nesta livraria me sentiria bem.
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13.12.11
Um guião de sucesso por Seth Godin
Há largos anos que acompanho os textos do Seth Godin. Reconheço que tem sido uma importante influência. O seu post de hoje é um verdadeiro guião de sucesso. É o que procuro fazer há muito tempo. Não sei se o faço convenientemente, mas tento. Deixo aqui uma tradução livre. Quem quiser o original basta clicar aqui.
Isola-te de pessoas furiosas com tudo e todos
Expõe-te a arte que ainda não compreendes
Mede com precisão os resultados que são importantes
Torna-te cego a todas as estatísticas que não interessam nem ao Menino Jesus
Falha com frequência
Faz coisas e mostra-as, vende-as, entrega-as, partilha-as
Lidera mais e perde menos tempo a gerir
Procura situações de desconforto
Cria impacto nas pessoas que são importantes para ti e realmente te interessam
Torna-te melhor nas tuas capacidades que te distinguem dos outros e fá-lo melhor que qualquer um outro
Não copies tanto e cria mais
Faz mais discursos
Ignora o aconselhamento não solicitado
Isola-te de pessoas furiosas com tudo e todos
Expõe-te a arte que ainda não compreendes
Mede com precisão os resultados que são importantes
Torna-te cego a todas as estatísticas que não interessam nem ao Menino Jesus
Falha com frequência
Faz coisas e mostra-as, vende-as, entrega-as, partilha-as
Lidera mais e perde menos tempo a gerir
Procura situações de desconforto
Cria impacto nas pessoas que são importantes para ti e realmente te interessam
Torna-te melhor nas tuas capacidades que te distinguem dos outros e fá-lo melhor que qualquer um outro
Não copies tanto e cria mais
Faz mais discursos
Ignora o aconselhamento não solicitado
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10.12.11
Arriar porrada e pedir esmola
Fico sempre muito contente quando vejo alguém que não fica à espera de determinadas condições ideais ou de um idealmente rechonchudo subsídio para fazer seja lá o que for.
Os pais da escola primária onde aprendi a ler - Escola Primária de Gondesende, Esmoriz - este ano já decoraram a fachada do edifício com luzes, já enfeitaram uma grande árvore no recreio e, inédito, criaram um conjunto de trenó, renas e pai-natal que está a decorar a rotunda junto do Intermarché. Parabéns!
A liberdade constrói-se fazendo, com o necessário respeito pelas autoridades administrativas (autarquias, direções, ministérios), mas sem lhes estender a mão pedinchona. Só assim podemos criticar quando o tivermos de fazer, só assim nos tornámos livres. Ou vamos arriar porrada e depois pedir esmola?!
Os pais da escola primária onde aprendi a ler - Escola Primária de Gondesende, Esmoriz - este ano já decoraram a fachada do edifício com luzes, já enfeitaram uma grande árvore no recreio e, inédito, criaram um conjunto de trenó, renas e pai-natal que está a decorar a rotunda junto do Intermarché. Parabéns!
A liberdade constrói-se fazendo, com o necessário respeito pelas autoridades administrativas (autarquias, direções, ministérios), mas sem lhes estender a mão pedinchona. Só assim podemos criticar quando o tivermos de fazer, só assim nos tornámos livres. Ou vamos arriar porrada e depois pedir esmola?!
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9.12.11
O desenvolvimento de sites, a informática e Lego
A minha formação de base é em engenharia e gestão industrial, mais tarde estudei marketing e gestão de marcas, mas isto pouco interessa num mundo em que a capacidade de adaptação e de aprender é o que realmente conta.
Há anos meti na cabeça que tinha de aprender a construir sites. Tinha cada vez mais solicitações dos meus clientes e não estava assim muito agradado com os serviços que subcontratava... e fui trabalhar. Não sei se aprendi, mas gostei muito de perceber que construir um site não é muito diferente de brincar com Lego. É preciso saber que peça encaixa onde e é preciso saber combinar os vermelhos com os pretos, os azuis ou os verdes.
Hoje em dia o desenvolvimento de um site é bem mais um trabalho de construção e organização de conteúdos do que um trabalho informático. Existe um largo conjunto de diferentes soluções que nos permitem construir a plataforma de gestão de conteúdos ou de comércio online que desejamos.
Podemos precisar de um programador para uma solução específica? Claro que podemos. Também nunca construí as minhas peças de Lego.
Há uns tempos um amigo de um amigo que tem uma importante empresa de informática, na gestão, configuração e assistência de redes contactou-me para os ajudar a desenvolver a sua loja online. Para mim foi uma grande surpresa. Inocentemente pensei: "então uma empresa com uma equipa de excelentes engenheiros informáticos quer que alguém que brinca com Lego os ajude a desenvolver sites?!"
Claro, é que os engenheiros informáticos sabem construir as peças, mas não têm necessariamente de as saber juntar, nem têm sequer de se preocupar com isso.
O trabalho foi feito (continua a ser feito), a loja está online, já foram detetados alguns bugs que estão a ser resolvidos e outros projetos em parceria estão a ser já preparados.
Obrigado João pela confiança e pela lição de gestão.
Há anos meti na cabeça que tinha de aprender a construir sites. Tinha cada vez mais solicitações dos meus clientes e não estava assim muito agradado com os serviços que subcontratava... e fui trabalhar. Não sei se aprendi, mas gostei muito de perceber que construir um site não é muito diferente de brincar com Lego. É preciso saber que peça encaixa onde e é preciso saber combinar os vermelhos com os pretos, os azuis ou os verdes.
Hoje em dia o desenvolvimento de um site é bem mais um trabalho de construção e organização de conteúdos do que um trabalho informático. Existe um largo conjunto de diferentes soluções que nos permitem construir a plataforma de gestão de conteúdos ou de comércio online que desejamos.
Podemos precisar de um programador para uma solução específica? Claro que podemos. Também nunca construí as minhas peças de Lego.
Há uns tempos um amigo de um amigo que tem uma importante empresa de informática, na gestão, configuração e assistência de redes contactou-me para os ajudar a desenvolver a sua loja online. Para mim foi uma grande surpresa. Inocentemente pensei: "então uma empresa com uma equipa de excelentes engenheiros informáticos quer que alguém que brinca com Lego os ajude a desenvolver sites?!"
Claro, é que os engenheiros informáticos sabem construir as peças, mas não têm necessariamente de as saber juntar, nem têm sequer de se preocupar com isso.
O trabalho foi feito (continua a ser feito), a loja está online, já foram detetados alguns bugs que estão a ser resolvidos e outros projetos em parceria estão a ser já preparados.
Obrigado João pela confiança e pela lição de gestão.
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6.12.11
Bazar de Natal
Um Feliz Natal faz-se de caras conhecidas, de pessoas que não nos são indiferentes, de coisas feitas com gosto, de uma palavra amiga, de um gesto terno, da cuidada atenção que nos prestam. Se este for um cenário para um Feliz Natal, o nosso projeto Sacaria do avô Augusto quer dar uma ajuda. Convidámos um conjunto dos nossos amigos e estamos a organizar um Bazar de Natal em Cortegaça (dia 10) e um outro em Esmoriz (dia 17).
E o que é que poderão encontrar nestes bazares?
Livros e músicas do mundo da Livraria Procura Tempo, de Cortegaça.
Todos os livros estarão com desconto de 20%.
Chapéus para raparigas que ousam um pouco de excentricidade como modo de libertação de modas e conceitos estéticos de massas, de afirmação individual centrada na cor e nas formas menos usuais. Este é o projeto 'choose your own head' da Sílvia Silva, que com um pouco de humor e descontração à mistura espalha palavras de ordem sobre liberdade, beleza e autenticidade.
A barraquinha da Clara e do Pedro cheia de ciência dedicada aos mais novos. São kits científico-didáticos que exploram temas como astronomia, dinossauros, robôs ou as energias verdes. São kits de brincadeira que permitem criar fantoches, papel reciclado e espetáculos de magia. Tudo para que as crianças possam construir os seus próprios brinquedos e aprenderem ciência de forma segura e criativa.
Presépios moldados de mãos dadas com a Natureza, espanta-espíritos que apelam à ingenuidade da criança que persiste e fantasias de enfeitar que satisfazem os mais diversos sentidos. Este é o trabalho de artesanato da Andreia Oliveira inspirado na natureza e nos seus sonhos e fantasias de infância relembrados e transformados em arte.
A arte de incrível simplicidade da Helena Reis e que poderá sentir um bocadinho neste conjunto de trabalhos. Desenhos que nos enchem de vida.
Reduzir, reutilizar e reciclar são princípios para um futuro mais verde. Como não poderia deixar de ser a Maria Manuel e a Ana Camboa partilham destas ideias, mas resolveram juntar estilo e classe a uma coleção de peças vintage que darão corpo ao verbo reutilizar e a um estilo mais cool.
A minha compota de abóbora e as regueifas doces da minha mãe. Das minhas compotas dizem que são boas. Quanto às regueifas doces, pelo que ouvi, são devoradas ao ritmo de uma boa conversa em família.
Para aquecer a garganta e adoçar a alma vamos ter um cantinho com vinho quente com canela e doces tradicionais de Natal. Eu conheço bem estas rabanadas e bilharacos e se destes últimos até posso provar, daquelas fatias douradas e cobertas com uma calda melífera a minha vontade é devorar. :p
Como vê, um conjunto de boas sugestões a preços convidativos, longe das confusões de shoppings, dos pórticos das auto-estradas e bem perto de casa.
Como fazemos melhor que os outros e temos de aprender a valorizar-nos por isso deixo aqui uns ares de Natal do David Fonseca gravado ao vivo, ontem. ;)
Que este seja um Feliz Natal!
E o que é que poderão encontrar nestes bazares?
Livros e músicas do mundo da Livraria Procura Tempo, de Cortegaça.
Todos os livros estarão com desconto de 20%.
Chapéus para raparigas que ousam um pouco de excentricidade como modo de libertação de modas e conceitos estéticos de massas, de afirmação individual centrada na cor e nas formas menos usuais. Este é o projeto 'choose your own head' da Sílvia Silva, que com um pouco de humor e descontração à mistura espalha palavras de ordem sobre liberdade, beleza e autenticidade.
A barraquinha da Clara e do Pedro cheia de ciência dedicada aos mais novos. São kits científico-didáticos que exploram temas como astronomia, dinossauros, robôs ou as energias verdes. São kits de brincadeira que permitem criar fantoches, papel reciclado e espetáculos de magia. Tudo para que as crianças possam construir os seus próprios brinquedos e aprenderem ciência de forma segura e criativa.
Presépios moldados de mãos dadas com a Natureza, espanta-espíritos que apelam à ingenuidade da criança que persiste e fantasias de enfeitar que satisfazem os mais diversos sentidos. Este é o trabalho de artesanato da Andreia Oliveira inspirado na natureza e nos seus sonhos e fantasias de infância relembrados e transformados em arte.
A arte de incrível simplicidade da Helena Reis e que poderá sentir um bocadinho neste conjunto de trabalhos. Desenhos que nos enchem de vida.
Reduzir, reutilizar e reciclar são princípios para um futuro mais verde. Como não poderia deixar de ser a Maria Manuel e a Ana Camboa partilham destas ideias, mas resolveram juntar estilo e classe a uma coleção de peças vintage que darão corpo ao verbo reutilizar e a um estilo mais cool.
A minha compota de abóbora e as regueifas doces da minha mãe. Das minhas compotas dizem que são boas. Quanto às regueifas doces, pelo que ouvi, são devoradas ao ritmo de uma boa conversa em família.
Para aquecer a garganta e adoçar a alma vamos ter um cantinho com vinho quente com canela e doces tradicionais de Natal. Eu conheço bem estas rabanadas e bilharacos e se destes últimos até posso provar, daquelas fatias douradas e cobertas com uma calda melífera a minha vontade é devorar. :p
Como vê, um conjunto de boas sugestões a preços convidativos, longe das confusões de shoppings, dos pórticos das auto-estradas e bem perto de casa.
Como fazemos melhor que os outros e temos de aprender a valorizar-nos por isso deixo aqui uns ares de Natal do David Fonseca gravado ao vivo, ontem. ;)
Que este seja um Feliz Natal!
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2.12.11
Sacaria do Avô Augusto
Desde há algum tempo que escrevo acerca da importância da comunidade e, tanto quanto me é possível, tento participar ou criar projetos que promovam o desenvolvimento social equilibrado. Com a assinatura da Agitato, eu e o Hugo, criámos um nome e um conceito gráfico que servirá de "chancela" a todos esses projetos desenvolvidos com a nossa ajuda.
O nome - Sacaria do avô Augusto - fica a dever-se à casa que os meus pais reconstruíram e que fora nas décadas de 30, 40 e 50 a sede do negócio de sacos de papel do meu bisavô. Uma história a que regressarei em breve.
Os primeiros eventos que surgirão associados à Sacaria do avô Augusto são os bazares de natal de Cortegaça (dia 10) e Esmoriz (dia 17).
O nome - Sacaria do avô Augusto - fica a dever-se à casa que os meus pais reconstruíram e que fora nas décadas de 30, 40 e 50 a sede do negócio de sacos de papel do meu bisavô. Uma história a que regressarei em breve.
Os primeiros eventos que surgirão associados à Sacaria do avô Augusto são os bazares de natal de Cortegaça (dia 10) e Esmoriz (dia 17).
15.11.11
Ainda acerca de histórias e marcas
Por vezes perguntam-me como é que se pode contar a história de uma marca de forma relevante.
Não é realmente fácil, mas há quem o consiga fazer com uma genuinidade e simplicidade notáveis.
Esse é mesmo o segredo: genuinidade e simplicidade.
Não é realmente fácil, mas há quem o consiga fazer com uma genuinidade e simplicidade notáveis.
Esse é mesmo o segredo: genuinidade e simplicidade.
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